segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

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SEÇÃO DE HUMOR: PIADA DE MÉDICO

Título da Piada: "E o Bundão?"

Mauro, um marido muito ciumento, levou a mulher ao ginecologista.
Lá, ficou angustiado porque o doutor não o deixou entrar para acompanhar os exames.
No carro, voltando para casa, crivou a mulher de perguntas:

-Ele examinou os seus seios ?

- Ahan? Apalpou e disse que estão firmes, que não há nódulos.

- Puta Merda...mato esse cara!!! E suas coxas ?

- Disse que estão bem, sem celulite, sem varizes e sem estrias.

- Puta que pariu....mato esse cara !!! E a 'perseguida' ?

- Disse que está tudo bem, que o colo do útero está ok.

- ...mato esse cara !!! E o bundão ? O que ele disse do

bundão ?

- Olha, na verdade ele só falou de mim. De você ele não disse nada não, era pra perguntar ?!?!?!

SEÇÃO DE HUMOR: PIADA DE ADVOGADO

Advogado é esperto mesmo???????
Um advogado, andando pela rua, viu uma placa que dizia:
'CLÍNICA MÉDICA:
TRATAMOS QUALQUER DOENÇA;
RESULTADO GARANTIDO
OU SEU DINHEIRO DE VOLTA EM DOBRO.'
E pensou: 'Esses caras tão se achando espertos, vou enganá-los e ainda tirar uma grana'.... Entrou na clínica, pagou a consulta e o médico o recebeu sorridente:
- Pois não, o que o traz até aqui?
- Doutor, estou aqui com um grande problema, perdi meu paladar, não consigo sentir mais o gosto de nada; água, café, feijão, arroz, tem tudo a mesma falta de gosto.
E o médico:
- Ah, pois não. Enfermeira, por favor o pote número 13.
E veio o pote cheio de merda; o médico encheu uma colher e enfiou na boca do advogado.
- O que é isso? O senhor me deu merda?!! Tá doido?
E o médico imediatamente:
- Pronto, recuperou seu paladar, está curado!
O advogado saiu puto da vida pensado: 'Desgraçado, ele me pegou dessa vez; mas agora tenho que recuperar minha grana. Da próxima vou meter uma infalível..' Uns dias depois entrou na clínica, pagou novamente a consulta e....
- Ora, ora, o senhor aqui de novo?!
E o advogado:
- Como assim, de novo? Quem é o senhor, quem sou eu? Perdi minha memória. O que estou fazendo aqui?
O médico sem pestanejar:
- Ah, pois não, enfermeira, o pote número 13.
- O pote 13 de novo não, pô!
- Maravilha, recuperou a memória, está curado!
E o advogado, puto da vida... Nos pensamentos: 'Mas que filho-da-puta! Levou meu dinheiro de novo.. Não é possível! Dessa vez não vou dar chance...' Uma semana depois la estava o advogado novamente e...
- Mas vejam só, o senhor novamente!!! Em que posso ajudá-lo dessa vez?
- Pois é doutor, estou acabado dessa vez, perdi o tesão! Não tenho mais vontade de comer ninguém. Vejo a Luise Alhtenhofen, a Carla Perez, a dançarina do Latino e nada... não tenho mais vontade nenhuma...
O médico pensou um pouco e solicitou:
- Enfermeira, o pote número...
- Se vier com essa porra de pote número 13 mais uma vez vou foder com o senhor, vou foder com essa sua enfermeira filha-da-puta... vou foder com todo mundo!...
- Pronto, já recuperou seu tesão... Novamente estás curado !!!

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Seção: POLÍTICA

MAIEROVITCH E O GRAMPO: “Gilmar cometeu um crime”

Saiu no “Terra Magazine”

A falsa comunicação de crime feita por Gilmar Mendes encerra 2010



–1. Todos lembram da indignação do ministro Gilmar Mendes no papel de vítima de ilegal escuta telefônica, que tinha como pano de fundo a Operação Satiagraha.

Gilmar Mendes parecia possuído da ira de Cristo quando expulsou os vendilhões do templo.

A fundamental diferença é que a ira de Mendes não tinha nada de santa.

Ao contrário, estava sustentada numa farsa. Ou melhor, num grampo que não houve, conforme acaba de concluir a Polícia Federal, em longa e apurada investigação.

–2. À época e levianamente ( o ministro fez afirmações sem estar na posse da prova materialidade, isto é, da existência do grampo), Mendes sustentou, –do alto do cargo de presidente do Supremo Tribunal Federal–, ter sido “grampeada” uma conversa sua com o senador Demóstenes Torres.

Mais ainda, o ministro Mendes e o senador da República, procurados revista Veja confirmaram o teor da conversa telefônica, ou melhor, aquilo fora tratado e que só os dois pensavam saber.

–3. Numa prova de fraqueza e posto de lado o sentimento de Justiça, o presidente Lula acalmou o ministro e presidente Gilmar Mendes. Ofertou-lhe e foi aceita a pedida cabeça do honrado delegado Paulo Lacerda, então diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin).

Em outras palavras e para usar uma expressão popular, o competente e correto delegado Paulo Lacerda acabou jogado ao mar por Lula. E restou “exilado”, –pelos bons serviços quando esteve à frente da Polícia Federal (primeiro mandato de Lula)–, na embaixada do Brasil em Lisboa. Pelo que me contou o ex-ministro Márcio Thomaz Bastos, o delegado Lacerda, no momento, está no Brasil. Apenas para o Natal e passagem de ano com a família.

Conforme sustentado à época, — e Lula acreditou apesar da negativa de Paulo Lacerda–, a gravação da conversa foi feita por agente não identificado da Agência Brasileira de Inteligência (Abin). E o ministro Nelson Jobim emprestou triste colaboração no episódio, a reforçar a tese de interceptação e gravação. Mendes e Jobim exigiram a demissão de Paulo Lacerda.

“Vivemos num estado policialesco”, repetiu o ministro Gilmar Mendes milhares de vezes e dizendo-se preocupado com o desrespeito aos pilares constitucionais de sustentação ao Estado de Direito.

O banqueiro Daniel Dantas, por seus defensores, aproveitou o “clima” e, como Gilmar e o senador Torres, vestiu panos de vítima de abusos e perseguições ilegais, com a participação da Abin em apoio às investigações do delegado Protógenes Queiroz.

Parênteses : Dantas é um homem muito sensível. Está a processar e exigir indenização pecuniária do portal Terra por “ironias” violadoras do seu patrimônio ético-moral. Lógico, todas ironias escritas por mim (Walter Fanganiello Maierovitch) e neste blog Sem Fronteiras.

–4. O grampo sem áudio serviu de pretexto para o estardalhaço protagonizado pelo ministro Gilmar Mendes.
Um estardalhaço sem causa, pois, para a Polícia Federal, nunca houve o grampo descrito nas acusações de Mendes e em face de matéria publicada revista Veja. A revista, até agora, não apresentou o áudio, que é a prova da existência material do crime de interceptação ilegal.

Gilmar Mendes – com a precipitação e por cobrar providências– esqueceu o disposto no artigo 340 do Código Penal Brasileiro, em dispositivo que é também contemplado no Código Penal da Alemanha, onde Mendes se especializou: – art.340: “ Provocar a ação da autoridade, comunicando-lhe a ocorrência de crime ou contravenção que sabe não se ter verificado”.

Trata-se de crime previsto em capítulo do Código Penal com a seguinte rubrica “ Dos Crimes Contra a Administração da Justiça”.

Com efeito. Uma pergunta que não quer calar: será que um magistrado pode provocar a ação da autoridade sem prova mínima da existência de um crime ? Cadê o áudio que foi dado como existente ?

A conclusão do inquérito policial será encaminhada ao ministério Público, que deverá analisar a conduta de Mendes, à luz do artigo 340 do Código Penal.

Sua precipitação, dolosa ou culposa, não será apreciada pelo Conselho Nacional de Justiça, dado como órgão corregedor e fiscalizador da Magistratura.

Nenhum ministro do STF está sujeito ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) Como se nota um órgão capenga no que toca a ser considerado como de controle externo da Magistratura (menos o STF).

Viva o Brasil.

– Walter Fanganiello Maierovitch–

SEÇÃO: ECONOMIA

PARA EIKE BATISTA, “O Rio Será um dos locais mais ricos do mundo”

* BBC(Brasil)

O homem mais rico do Brasil, o empresário Eike Batista, tem como um de seus dois principais objetivos transformar o Rio de Janeiro em "um dos lugares mais dinâmicos e ricos do mundo", segundo afirma em uma entrevista publicada nesta segunda-feira pelo diário britânico The Guardian. O outro objetivo de Batista é se tornar o homem mais rico do mundo. Atualmente ele ocupa o 8º lugar na lista da revista Forbes.

O jornal observa que a holding EBX, controlada pelo empresário, pretende investir R$ 34 bilhões no Rio nos próximos dois anos, construindo portos, fábricas e procurando petróleo. "Se eu olhar para o Rio daqui a 10 anos, 15 anos, será inacreditável", afirmou ele ao jornal. Para ele, a cidade será "uma mistura de Califórnia, Nova York e Houston, combinando praias estonteantes com importância financeira e arquitetura ultramoderna".

O jornal relata o projeto de Batista para a construção da "Cidade X", uma "cidade digital supermoderna para cerca de 250 mil pessoas", erguida a partir do nada a cerca de 240 km do Rio de Janeiro.

Para a capital, os projetos de Batista incluem a limpeza da lagoa Rodrigo de Freitas, o estabelecimento de um cruzeiro de luxo para turistas, a recuperação da marina da cidade e a restauração do Hotel Glória. O

Guardian observa ainda que, como patrocinador da candidatura do Rio pela organização da Olimpíada de 2016, ele doou mais de R$ 15 milhões para a campanha e também mais R$ 100 milhões para ajudar a financiar as Unidades de Polícia Pacificadora (UPP) nas favelas cariocas.

"A maioria dos ricos brasileiros vive 90% de seu tempo no Brasil, mas guarda dinheiro para comprar algo em Nova York, ou Miami ou Londres ou Paris", disse ele ao jornal. "Seus filhos às vezes precisam viajar em carros blindados. Vamos mudar isso. Aqui é o paraíso", afirmou.

Extravagância
Segundo o jornal, a "extravagância" de Batista é uma exceção num país como o Brasil, com grandes diferenças entre os ricos e os pobres e onde os mais abastados preferem se manter discretos.

O empresário disse que "a única maneira de mudar as coisas no Brasil" é as pessoas mostrarem o que têm. "Acho que de certa forma os brasileiros não querem dizer que são ricos porque não querem ajudar. Eu não gosto disso", disse ele.

O Guardian comenta que a ascensão de Batista coincidiu com "grandes mudanças no Rio, com novas políticas de segurança, um incipiente boom de petróleo e a expectativa da Copa do Mundo e da Olimpíada jogando os aluguéis e os preços dos imóveis para os céus e atraindo uma onda de investimentos estrangeiros".

"Nossa autoestima está no teto, com a Copa do Mundo, a Olimpíada, uma série extraordinária de investimentos chegando", disse Batista.

Para ele, parte do sucesso do Rio se deve às políticas do governo para retomar o controle das favelas da cidade. "Como cidadão do Rio de Janeiro, isso é maravilhoso, porque podemos ver a solução. Ela funciona. Está funcionando. Com a pesada criação de riqueza... Eu posso ver tudo isso sendo resolvido. É possível", concluiu o empresário.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

6ª PRESTAÇÃO DE CONTAS DA CONFRARIA DO ZÉ PAJÉ

6ª PRESTAÇÃO DE CONTAS DA CONFRARIA DO ZÉ PAJÉ-EXERCÍCIO DE 2010

APURAÇÃO PROCEDIDA EM 24-12-2010

QUADRO I - Receitas e Saldo de Caixa Inicial

HISTÓRICO

VALOR- R$

Saldo de caixa inicial em 05-11-2010

473,05

Recebido de RENATO, competências 08 e 09/2010

20,00

Recebido de GEILSON, competências 10,11 e 12/2010

30,00

Recebido de JOÃO, competências 09, 10, 11 e 12/2010

40,00

Recebido de RÔMULO, competência 12/2010

10,00

Recebido de BRASIL, competências 11 e 12/2010

20,00

Recebido de FERNANDO, competência 08/2010

10,00

Recebido de TASSO, competências 09 e 10/2010

20,00

Recebido de NAILTON, competências 09, 10, 11 e 12/2010

40,00

Sub-total...............................................................................

663,05

QUADRO II - últimas despesas (após 05-11-2010)

HISTÓRICO

VALOR-R$

Despesas c/Aniversários de DUDA e NAILTON em 2010

Pagamento à Sila/Belmonte - ceia/jantar

60,00

Pagamento ao São Luiz - compra de um queijo pequeno

9,60

Pagamento à Doce Festa - compra de 100 salgados

25,00

Pagamento à Trilha Sonora-compra de 2 CDs e 2 DVd

60,00

Pagamento à Trilha Sonora-impressão de 2 capas p/cds

5,00

Pagamento à Livraria Setta-compra de cartolina e pincel

2,40

Sub- total............................................................................

162,00

QUADRO III - Saldo entre Receitas e Despesas

Saldo de caixa final em 24/12/2010.....................................

501,05

MENSAGEM DE LOPES À TURMA

Romulo, transmitam a todos os amigos da confraria do “Ze Pajé”que tive o previlégio de conhece-los, a minha mensagem de um feliz Natal repleto de felicidades juntos a todos os seus familiares e um ano de 2011 promissor com votos de felicidades, saúde, harmonia e boa música.

( gostaria muito de estar presente na confraternização do dia 26, da qual fui convidado, mas, estou na Bahia revendo familiares, breve no meu retorno darei pessoalmente um fraterno abraço)

Lopes.

assinatura

domingo, 19 de dezembro de 2010

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SEÇÃO DE HUMOR:

Título do Texto: "E POR FALAR EM LADRÃO DE GALINHAS..."

"Pegaram o cara em flagrante roubando galinhas de um galinheiro e
levaram para a delegacia.
- Que vida mansa, heim, vagabundo ? Roubando galinha para ter o que
comer sem precisar trabalhar. Vai para cadeia!
- Não era para mim não. Era para vender.
- Pior. Venda de artigo roubado. Concorrência desleal com o comércio
estabelecido. Sem-vergonha!
- Mas eu vendia mais caro.
- Mais caro?
- Espalhei o boato que as galinhas do galinheiro eram bichadas e as
minhas não. E que as do galinheiro botavam ovos brancos enquanto as
minhas botavam ovos marrons.
- Mas eram as mesmas galinhas, safado.
- Os ovos das minhas eu pintava.
- Que grande pilantra...
Mas já havia um certo respeito no tom do delegado.
- Ainda bem que tu vai preso. Se o dono do galinheiro te pega...
- Já me pegou. Fiz um acerto com ele. Me comprometi a não espalhar mais
boato sobre as galinhas dele, e ele se comprometeu a aumentar os preços
dos produtos dele para ficarem iguais aos meus. Convidamos outros donos
de galinheiro a entrar no nosso esquema. Formamos um oligopólio.
Ou, no caso, um ovigopólio.
- E o que você faz com o lucro do seu negócio?
- Especulo com dólar. Invisto alguma coisa no tráfico de drogas. Comprei
alguns deputados. Dois ou três ministros. Consegui exclusividade no
suprimento de galinhas e ovos para programas de alimentação do governo e
superfaturo os preços.
O delegado mandou pedir um cafezinho para o preso e perguntou se a
cadeira estava confortável, se ele não queria uma almofada. Depois
perguntou:
- Doutor, não me leve a mal, mas com tudo isso, o senhor não está
milionário?
- Trilionário. Sem contar o que eu sonego de Imposto de Renda e o que
tenho depositado ilegalmente no exterior.
- E, com tudo isso, o senhor continua roubando galinhas?
- Às vezes. Sabe como é.
- Não sei não, excelência. Me explique.
- É que, em todas essas minhas atividades, eu sinto falta de uma coisa.
Do risco, entende? Daquela sensação de perigo, de estar fazendo uma
coisa proibida, da iminência do castigo. Só roubando galinhas eu me
sinto realmente um ladrão, e isso é excitante. Como agora. Fui preso,
finalmente. Vou para a cadeia. É uma experiência nova.
- O que e isso, excelência? O senhor não vai ser preso não.
- Mas fui pego em flagrante pulando a cerca do galinheiro!
- Sim. Mas primário, e com esses antecedentes..."

Luís Fernando Veríssimo

Texto de Luis Fernando Veríssimo

Escrevi uma vez que era um cético que só acreditava no que pudesse tocar: não acreditava na Luiza Brunet, por exemplo. Cruzei com a Luiza Brunet num dos camarotes deste carnaval. Ela me cobrou a frase, e disse que eu podia tocá-la para me convencer da sua existência. Toquei-a. Não me convenci. Não pode existir mulher tão bonita e tão simpática ao mesmo tempo. Vou precisar de mais provas.


Luis Fernando Veríssimo

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SEÇÃO: ECONOMIA E SOCIEDADE

"RETIRANTES JÁ ERA"

Por: Gerson Freitas Júnior

Texto publicado na Revista Carta Capital em 18 de Dezembro de 2010

O crescimento acima da média nacional amplia o horizonte e reativa a esperança dos nordestinos

Marinalva sobral está de malas prontas. Às 7 da manhã de 14 de janeiro próximo, a diarista embarca no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, para o Recife. Deixa para trás uma história de 17 anos na capital paulista rumo a uma nova vida em Lagoa dos Gatos, município de 15 mil habitantes no Agreste pernambucano.

Inaugurado em agosto de 2008, o Estaleiro Atlântico Sul é o maior do País em capacidade. Marco na retomada da indústria naval brasileira, pode processar até 160 mil toneladas de aço por ano e produzir navios cargueiros de até 500 mil toneladas de porte bruto, além de plataformas de exploração de petróleo. Consumiu mais de 1,8 bilhão de reais em investimentos de seus acionistas, as construtoras Camargo Corrêa, Queiroz Galvão e o grupo PJMR.

O complexo industrial portuário de Suape, onde se encontra o estaleiro, é o símbolo maior do crescimento “chinês” experimentado pelo Nordeste. Nos últimos anos, a região cresceu sistematicamente acima da média observada no resto do País. Em 2010, deve crescer 7,7%, segundo a última previsão da consultoria Datamétrica. Pernambuco deve registrar o melhor desempenho, com uma expansão próxima de 8%. Todos os estados deverão crescer acima da média brasileira.

Silvio Leimig, diretor da Suape Global, conta que, até 2006, em 28 anos de funcionamento, empresários investiram pouco mais de 2 bilhões de dólares no complexo. A partir de 2007, os investimentos anunciados passaram de 20 bilhões. Mais de cem empresas, entre brasileiras e multinacionais, operam no local. Outras 30 estão se instalando.

Os investimentos modificaram radicalmente a dinâmica econômica da região. Geraram dezenas de milhares de empregos a populações que tinham poucas alternativas à pesca e ao corte da cana-de-açúcar. Só o estaleiro empregou 4,5 mil trabalhadores. Empresas fornecedoras de produtos e serviços para o estaleiro abriram outras 20 mil vagas. O complexo vai abrigar uma das novas refinarias da Petrobras, Abreu e Lima, e outras duas plantas petroquímicas que, ao todo, vão gerar mais de 15 mil empregos.

Para quem vive na região, os empregos são mais do que uma oferta de trabalho, renda e estabilidade. Representam, em vez de uma estratégia de sobrevivência, um projeto de longo prazo. “Minha vida melhorou muito. Mudou meu modo de pensar, de planejar o futuro. Hoje posso dar um incentivo maior para que não só a minha filha, mas outras pessoas com quem convivo estudem e procurem uma profissão, porque as oportunidades estão surgindo”, afirma Valdemir, que acaba de concluir o curso técnico e já tem traçada sua próxima meta: ir para a universidade e cursar Engenharia Elétrica. “A história do navio aqui em Pernambuco não vai ter fim. Quanto mais me aprofundar, mais vou ter o que aprender”, afirma. Sua mulher, Juscélia, retomou os estudos, fez curso técnico de administração e informática. “Ela quer ter uma profissão e trabalhar aqui no complexo. Eu dou o maior apoio”, conta, orgulhoso.

“As pessoas nunca fizeram tantos planos. Vejo isso todo dia, no meu bairro, na igreja que frequento, no curso que faço”, resume Adriana de Almeida. Há pouco mais de dois anos no estaleiro, a jovem negra, de 33 anos, sorriso largo e tom professoral, sempre trabalhou em pequenos comércios, como lojas de roupa e mercados. “É como correr numa esteira. Os limites são estreitos, e você não vai a lugar nenhum.”
Depois de ficar desempregada por quase um ano, matriculou-se em um curso de soldagem e foi chamada para o estaleiro. Hoje, chefia 19 funcionários na área de logística. “Minha ambição é formar profissionais bons, gente que tem certeza do que quer. Muita gente ainda tem a imagem de que o nordestino é miserável, sofrido e não tem opções. Estamos mostrando o outro lado.”

Outro lado que muitas vezes aparece escondido sob velhas estruturas. Quem caminha desavisado pelas degradadas construções do Recife antigo não imagina que, dentro de muitos dos casarões e galpões herdados da economia colonial do século XVII, jovens programadores desenvolvem tecnologias de última geração, criam novas empresas e fazem fortunas.

O Porto Digital, polo tecnológico criado em 2000, reúne mais de 132 empresas de software, além de consultorias, prestadoras de serviço, representações públicas e acadêmicas. São grandes companhias como Motorola, Microsoft, IBM e Accenture, além de dezenas de pequenos e médios empreendimentos locais. Concentradas em uma área de cem hectares, produzem quase 4% de toda a riqueza de Pernambuco.

O porto é ainda uma referência no que diz respeito à articulação entre a universidade, o governo e os empreendedores privados. Inaugurado no ano 2000, suas bases remontam à década de 1970, quando a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) criou os cursos de graduação e mestrado em informática. Em 1985, um grupo de professores doutores, de volta do exterior, resolveu transformar o curso numa referência internacional. “Pernambuco começou a se destacar como um grande polo formador de capital humano na área de tecnologia da informação, com um núcleo de professores e acadêmicos muito forte e diferenciado”, conta Guilherme Calheiros, diretor de inovação e competitividade empresarial do núcleo gestor do porto.

Os acadêmicos acreditavam que os profissionais formados na UFPE não só seriam absorvidos pelas empresas locais, como ajudariam a desenvolver um mercado forte na área de informática. “Os professores nos diziam: vocês têm de concluir o mestrado logo, fazer o doutorado fora e voltar para ajudar a desenvolver Pernambuco”, conta Sérgio Cavalcante, que passou pelo mestrado entre os anos 1986 e 1988.
A capital pernambucana limitou-se, porém, a ser um exportador de profissionais de excelência. As empresas médias não se sensibilizaram, e os principais núcleos de informática da região – como o que funcionava dentro do Banco do Norte (Banorte) – foram retirados do Recife ou simplesmente dissolvidos com o processo de privatização e abertura econômica dos anos 1990.

A saída foi estimular o empreendedorismo. Em 1992, a universidade criou uma incubadora de empresas – batizada de Recife Beat, em homenagem ao movimento Mangue Beat. A iniciativa estimulou a criação de dezenas de pequenas empresas, muitas das quais naufragaram. “Foi um erro achar que essas companhias se desenvolveriam isoladas no Recife, porque o mercado estava em São Paulo”, observa Cavalcante.

Decidiu-se então criar uma instituição privada, sem fins lucrativos, que funcionasse como um guarda-chuva para criação de empresas e tivesse um nome respeitado o suficiente para fazer a diferença nos grandes mercados. Em 1996, nascia o premiado Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife, o C.E.S.A.R, hoje presidido por Cavalcante.

Embrião do porto digital, o C.E.S.A.R deu origem a mais de 30 empresas de tecnologia. Tal como no Vale do Silício, nos Estados Unidos, muitos de seus funcionários – em geral, jovens programadores na casa dos 20 anos – vão trabalhar de camiseta e bermuda. Alguns de seus projetos são sigilosos, e o acesso às áreas em que são desenvolvidos é restringido até mesmo aos funcionários não envolvidos. Fotos e filmagens são terminantemente proibidas.

A constituição do parque tecnológico, quatro anos mais tarde, foi uma iniciativa do governo estadual, interessado em desenvolver as “tecnologias portadoras de futuro”. O resultado foi a criação de um dos ambientes mais ricos do País em inovação e empreendedorismo. O polo hoje emprega mais de 5 mil profissionais da área de informática.
Muitos querem mais que um bom emprego. É o caso de Guilherme Barreto, 24 anos, e Thiago Diniz, 23, sócios-diretores da Codemedia, uma empresa incubada no núcleo gestor do porto digital. Recém-formados em ciências da computação, os jovens criaram um código de barras digital para celular que substitui o uso de ingressos de papel em shows, jogos de futebol e convenções. O sistema, garantem, poderia colocar um fim no problema com cambistas em grandes eventos. “Ainda é um produto a ser aperfeiçoado, mas a ideia é que logo possamos vendê-lo a uma grande empresa”, explica Barreto.

No andar de baixo, Fred Vasconcelos, 37 anos, colhe os frutos da empresa que, tal como a Codemedia, nasceu de uma incubadora, ainda nos tempos do Recife Beat. Criada há dez anos, a Jynxs Playware é uma das pioneiras da indústria de games no Brasil. Com 34 funcionários, a empresa produz jogos corporativos para empresas como Petrobras, Sadia e Volkswagen e fatura 2,5 milhões de reais. “A Jynxs se tornou uma das maiores empresas do ramo no País e, sem dúvida, uma das mais estratégicas”, orgulha-se Vanconcelos. O Recife é responsável por 30% do mercado de games do Brasil.

A galinha dos ovos de ouro desse administrador de empresas é a Joy Street S.A., criada em 2008. A empresa projetou uma plataforma de jogos batizada de Olimpíadas da Educação, adotada pelas redes de ensino público de Pernambuco e do Rio de Janeiro com o objetivo de melhorar seus indicadores educacionais. “Neste ano devemos faturar 12 milhões de reais”, prevê o empresário.

A economia do Nordeste beneficiou-se, principalmente, de um modelo econômico que priorizou a demanda. A expansão dos programas sociais e, sobretudo, o aumento do salário mínimo tiveram, sobre a região, um impacto muito maior do que no restante do País. A economista Tânia Bacelar, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), lembra que metade das famílias que ganham um salário mínimo encontra-se no Nordeste. A população nordestina também absorve 55% do orçamento destinado ao Bolsa Família. “Pela estrutura de renda da região, mais baixa que no resto do País, o efeito das políticas que mexeram com a renda foi maior aqui. O aumento dessas receitas impulsionou o consumo e atraiu investimentos, especialmente dos grandes grupos de alimentos, bebidas, varejistas e distribuição de alimentos.”

Investimentos em infraestrutura, como a duplicação da BR-101, a transposição do Rio São Francisco e a construção da ferrovia Transnordestina, injetaram bilhões na economia e ajudaram a dinamizar a construção civil, assim como os investimentos da Petrobras – que asseguraram à indústria naval a demanda necessária para voltar a investir depois de mais de uma década sem produzir um único navio.
A interiorização das universidades federais e a criação de novos institutos tecnológicos também mudam a cara do Nordeste, especialmente de cidades médias. É o caso de Caruaru, um dos municípios que mais crescem em toda a região. Nos últimos anos, a “Princesa do Agreste”, mais conhecida por suas confecções e pelas feiras que movimentam milhões de reais, atraiu estudantes e professores de todos os lugares e observou uma profunda transformação em seus hábitos.

Kleber Oliveira, 23 anos, é testemunha dessas mudanças. Oliveira se mudou do Recife para Caruaru há quatro anos, interessado no curso de design com habilitação em moda oferecido pelo recém-inaugurado campus da UFPE na cidade. “Em 2006, a realidade era muito diferente. Não tínhamos onde comprar os materiais usados no curso, e encontrar um lugar decente para almoçar era difícil.”
Além do mais, o mercado de confecções, dominado por empresas informais e com pouca preocupação com a qualidade, não era o campo mais atrativo para quem quisesse ganhar dinheiro com design e moda. “Aqui sempre imperou a cultura da cópia. As confecções compravam roupas de grife importadas e simplesmente reproduziam aquele modelo”, lembra. Por isso, a opção de permanecer na cidade não lhe passava pela cabeça: “Caruaru era a minha última opção. Queria terminar o curso e voltar para o Recife”.

Hoje é possível tomar um bom macchiato, como dizem os italianos quando pingam uma gota de leite, na elegante bodega João Doutor, pedir um “número 1” no McDonald’s ou fazer a própria massa na rede Julietto. O Shopping Difusora, inaugurado neste ano, segue os mesmos padrões de qualquer grande empreendimento do tipo nas principais metrópoles, embora obviamente menor. “As opções de entretenimento cresceram muito. De três anos para cá surgiu uma dezena de bares para todos os tipos e gostos. Hoje tem bar de rock, reggae, samba, alternativo.”

A mudança mais sensível, afirma Oliveira, está no mercado de confecções. “Hoje está muito mais aberto. As empresas estão desenvolvendo suas áreas de criação. Eu mesmo desenvolvo coleções, quando solicitado”, afirma o designer, que já reconsiderou sua posição em relação a Caruaru. “Quero ficar por aqui e montar minha própria confecção”. Segundo ele, sua renda é quatro vezes maior do que de colegas de profissão no Recife. Ambição semelhante tem a estudante recifense Éricka Diniz, que pretende montar uma consultoria para “conscientizar” os empresários da região sobre a importância do design. “Tem muito projeto para desenvolver em Caruaru.”

Clarice Cardim, também do Recife, ainda vê com reservas o desenvolvimento da região. “O crescimento é absurdo, evidente, está em todo lugar, mas falta planejamento. A infraestrutura é ruim, o trânsito é caótico, os mapas do GPS não estão atualizados. E o empresariado ainda não tem nenhuma consciência de inovação. Só se pensa no lucro.” O outro lado é o aumento da violência e dos problemas com o crack. Em quatro anos, Oliveira foi assaltado oito vezes, “seis delas à mão armada”. Em 2003, o Nordeste ultrapassou o Sudeste e se tornou a região mais violenta do País, apesar da melhora dos indicadores sociais.

A outra face do “novo Nordeste” está no campo. Nas áreas de Cerrado, como no oeste da Bahia e no sul do Maranhão, o agronegócio avança e transforma chapadões em imensas propriedades de soja. No Semiárido, onde as condições são bem menos favoráveis, o aumento dos recursos destinados a financiar a agricultura familiar e o empreendedorismo dos pequenos ajudam a mudar a vida das pessoas.

É o que se observa em Picos, polo produtor de mel e caju no sertão do Piauí. A apicultura chegou à região – que ostenta um dos piores índices de desenvolvimento humano do País – há mais de 20 anos, mas sempre sofreu com a desorganização, a falta de planejamento e, sobretudo, de recursos em uma área assolada pela seca. “Em todo este tempo, vimos que apenas os atravessadores e vendedores de equipamento ganhavam dinheiro. Pouquíssimos produtores obtinham algum êxito”, afirma Antônio Leopoldino Dantas Filho, o Sitônio.

As coisas começaram a mudar no início da década, quando os produtores começaram a se organizar para superar suas dificuldades. O movimento resultou na criação da Central de Cooperativas Apícolas do Semiárido Brasileiro, a Casa Apis. O objetivo, conta Sitônio, presidente da entidade, era organizar a produção e, sobretudo, centralizar a comercialização do mel na região. Pouco mais de 900 famílias integram o projeto e a meta é agregar 200 novas famílias por ano. A produção cresceu, de 3 mil para quase 5 mil quilos, e o produto passou a ser exportado. Mais importante, os produtores passaram a beneficiar o mel: construíram uma das mais modernas unidades de processamento da América Latina – um investimento de 2,1 milhões de reais.

A atividade melhorou a vida de muitos pequenos produtores. É o caso do Antônio José, que produzia feijão e mandioca em pouco mais de 10 hectares no município de Santana do Piauí, comunidade com pouco mais de 4 mil habitantes. “Eram culturas que não davam um bom rendimento. Os custos eram altos. Sobrava pouca coisa pra gente.” A apicultura, assegura, garantiu-lhe uma fonte de renda “extra e sustentável”. José começou com apenas sete caixas de abelhas. Atualmente, possui 150 enxames. É o suficiente para garantir uma renda de pouco mais de mil reais por mês. “Hoje a gente tem um padrão de vida melhor”, afirma o apicultor, que abandonou as outras culturas e vive exclusivamente da produção de mel. O produtor tem três filhos. A mais velha, com 18 anos, estuda Direito na Universidade Federal da Paraíba. Mais uma prova de que a região é o novo eldorado do Brasil.