A TURMA DE AMIGOS DO CRATO NA INTERNET! SÁBADO, 15 DE JANEIRO DE 2022 E-MAIL:ROMULOCRATO@GMAIL.COM)
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
SEÇÃO: HUMOR
TÍTULO DA PIADA: “COM SÃO PEDRO”
Uma mulher foi levada às pressas para um Hospital, diretamente para o CTI. Lá chegando, teve aquela quase morte, que é uma situação pré-coma. Neste momento, encontrou-se com São Pedro:
- Que é isso? - perguntou ao Criador - Eu morri?
- Não, pelos meus cálculos voce morrerá daqui a 43 anos, 8 meses, 9 dias e l6 horas." - respondeu o Eterno.
Ao voltar a si, sabendo quanto tempo ainda tinha de vida, resolveu ali mesmo na clínica fazer uma lipoaspiração, uma plástica de restauração dos seios, plástica no rosto, no nariz, na barriga, tirou todos os excessos, ficando linda, jovial e teve alta uma semana depois.
No dia seguinte, ao atravessar uma rua, veio um veículo em alta velocidade e atropelou-a, matando-a na hora. Ao encontrar-se de novo com São Pedro, ela perguntou:
- Puxa, senhor São Pedro, eu achei que tinha mais 43 anos de vida. Por que eu morri? Logo depois daquela despesa
toda com cirurgias plásticas?
E São Pedro, aproximou-se dela e, olhando-a diretamente nos olhos, respondeu:
- Menina! Juro que não a reconheci!!! .
sábado, 10 de outubro de 2009
"O Puff de Yeda Crusius"

Texto de Paulo Cezar da Rosa
Artigo publicado na Revista Carta Capital em 09/10/2009 12:12:15
Nesta quinta feira 8, a comissão de deputados gaúchos que analisa o pedido de abertura de um processo de impeachment da governadora Yeda Crusius (PSDB-RS) rejeitou a solicitação. O relatório da deputada Zilá Breitenbach, do mesmo partido da governadora, recomendando o arquivamento, foi aprovado pela maioria yedista de 16 deputados. A oposição retirou-se da sessão e é praticamente certo que em plenário haverá repetição do resultado.
A decisão afrontou a opinião da maioria dos gaúchos. No final de semana anterior, uma pesquisa do instituto Ibope mostrava uma rejeição de 60% ao nome da governadora e 64% de ruim e péssimo na avaliação de seu governo. Perguntados sobre o impeachment, 62% dos entrevistados se manifestaram a favor e apenas 22% contrários.
Números arrasadores
Yeda, diante de índices tão negativos (provavelmente a pior avaliação entre todos os governadores brasileiros) preferiu negar a realidade. Numa entrevista nacional, fez uma interpretação da pergunta feita pelo Ibope no sentido de que as pessoas estavam se manifestando a favor da investigação e não do seu afastamento. A pergunta entretanto, foi feita exatamente neste sentido.
Nos bastidores, algumas interpretações especulavam sobre a intencionalidade da pesquisa, totalmente negativa para a governadora. Uns, acreditando que o ministro Tarso Genro, candidato declarado do PT a governador, estaria disposto a limpar o terreno e desbloquear o campo yedista em busca de aliados entre os partidos de centro como o PDT e PTB, estaria por trás da pesquisa. Outros, que o verdadeiro interessado nos números mortíferos para as pretensões da tucana, seria seu companheiro de partido e candidatoa presidente, José Serra. O governador paulista estaria temeroso de que os escândalos envolvendo o governo gaúcho venham a contaminar sua candidatura. Como os reiterados convites a que Yeda desista de concorrer à reeleição não vêm sendo aceitos pela tucana, Serra estaria, através da pesquisa do Ibope, tentando colocar uma pá de cal nas pretensões da governadora.
Toques e estoques
No meio da semana, enquanto a base yedista cerrava fileiras para enterrar o pedido de abertura do processo de impeachment, surgiram provas de que Yeda reformou sua casa particular e mobiliou o quarto de um neto com recursos do erário público. Conforme o governo, a operação foi legal porque existiria uma lei que prevê a possibilidade de utilizar recursos públicos para isso, devendo a governadora devolver os bens comprados ou pagar por eles no final do mandato.
A foto do puff adquirido na Tok Stok, dos móveis e a reprodução da nota fiscal foram parar nos blogues e colunas políticas. Perto das denúncias de que mais de 300 milhões teriam sido desviados dos cofres públicos nos últimos anos, sendo 44 milhões no Detran gaúcho, os 13 mil reais do puff e dos móveis parecem ninharia. Mas vamos combinar: é imoral demais. Fosse de outro partido ou outras as circunstâncias, Yeda seria defenestrada do Palácio Piratini sem dó nem piedade.
Novo jeito de governar
Yeda elegeu-se em 2006 prometendo um “novo jeito de governar”. Saiu de menos de 5% nas pesquisas para a vitória nas urnas de maneira quase mágica. Isso parece ter vitaminado a arrogância e o sentimento de impunidade da elite que a levou ao Palácio Piratini.
Não foi feito ainda um balanço do custo da crise política que vive o Rio Grande do Sul. Mas sem dúvida é enorme e desolador. Quando um governante se põe a mobiliar sua casa com o dinheiro do povo, é sinal de que inexistem limites e os gaúchos estão, de fato, diante de um novo jeito de governar que afronta a todos.
SEÇÃO: HUMOR
TÍTULO DA PIADA: "TESTE DE EMPREGO"
Um homem foi fazer um teste pra conseguir um emprego em um loja de carros. Então o empregador perguntou:
— Você está em um túnel escuro e vê dois faróis. O que é?
— É um carro! — respondeu o candidato.
— Certo, mas que carro? Uma Mercedes? Um Audi? Uma BMW?
— Não sei, não dá pra ver! Está escuro!
— Certo — respondeu o entrevistador, com cara feia, fazendo anotações — Passemos para outro teste. Você está no mesmo túnel esc#ro e vê apenas um farol. O que é?
— É uma moto.
— Certo, mas que moto? Uma Yamaha? Susuki? Honda?
— Ué! Eu não sei! Está escuro!
— Você está reprovado!
Ele ficou muito decepcionado e pediu:
— Antes de sair da sala, posso fazer uma pergunta?
— Diga! — respondeu o empregador, seco.
— O senhor está na rua da sua casa e vê uma mulher de cabelo tingido, unha pintada, salto alto, vestido vermelho e rodando a bolsinha. O que é?
— Ora. É uma prostituta.
— Sim, mais qual delas? Sua irmã? Sua mulher? Sua mãe?
"CANTADAS EM LOIRAS REALMENTE NÃO DÃO CERTO"
VOCÊ) - Oi gata... Qual é seu telefone?
(LOIRA) - Nokia. E o seu?
(VOCÊ) - Uau! Isso aqui é uma calçada ou uma passarela de moda?
(LOIRA) - Hum, agora você me pegou... É que eu não sou daqui. Então não sei te informar...
(VOCÊ) - Eu não tiro o olho de você!
(LOIRA) - Ainda bem, né? Senão eu fico cega!
(VOCÊ) - Nossa! Eu não sabia que boneca andava!
(LOIRA) - Sério? Nossa, você tá por fora, hein? Já tem até Barbie que anda de bicicleta!
(VOCÊ) - Que curvas, hein!
(LOIRA) - Nem me fala... Eu bati o carro 7 vezes pra chegar nessa festa!
(VOCÊ) - Esse seu vestido vai ficar lindo jogado no chão do meu quarto!
(LOIRA) - Quer comprar um igual pra fazer um tapete? Eu te indico a loja...
(VOCÊ) - Meu coração disparou quando eu te vi!
(LOIRA) - Socorro! Alguém ajude! O moço está tendo um ataque cardíaco!
(VOCÊ) - Eu quero o seu amor, gata!
(LOIRA) - Espera só um pouquinho... Amô-or! Tem um moço aqui querendo você!
(VOCÊ) - Quer beber alguma coisa?
(LOIRA) -Ai, que bom que você apareceu, garçom!
(VOCÊ) - Me dá seu telefone, vai!
(LOIRA) - Socorro! Um assalto!
SEÇÃO: HUMOR
Título da Piada: "remédio para caganeira"
Entra um senhor desesperado na farmácia e grita:
- Rápido, me dê algo para a diarréia! Urgente!
O dono da farmácia, que era novo no negócio, fica muito nervoso e lhe dá o remédio errado: um remédio para acalmar os nervos.
O senhor, com muita pressa pega o remédio e vai embora.
Horas depois, chega novamente o senhor que estava com diarréia, e o farmacêutico lhe diz:
- Mil desculpas senhor. Creio que por engano lhe dei um medicamento para os nervos, ao invés de algum remédio contra a diarréia. Como o senhor está se sentindo?
O senhor responde:
- Cagado... mas tô tranqüilo.
"IRRESPONSABILIDADE TUCANA"

Texto de Mauricio Dias
Artigo publicado na Revista Carta Capital em 09/10/2009
Como já era esperado, o senador tucano Tasso Jereissati apresentou um relatório contrário à entrada da Venezuela no Mercosul, proposta em um Contrato de Adesão que tramita no Congresso desde julho de 2006.
Na reunião da Comissão de Relações Exteriores do Senado, no dia 1º de outubro, quando Jereissati leu o parecer que fez, não apanhou ninguém de surpresa. Era uma carta já marcada. O relator, por exemplo, ausentou-se das sessões em que os depoentes apresentaram argumentos e informações divergentes dos palpites dele sobre a questão.
O que representam o relatório e o comportamento de Jereissati?
“Um ato hostil a um país com quem o Brasil tem aprofundado laços não apenas econômicos, mas também culturais e científicos. Lamentavelmente, o parecer não é apenas diplomaticamente equivocado. É também irresponsável”, responde o professor Fabiano Santos, coordenador do Núcleo de Estudos Sobre o Congresso (Necon/Iuperj), que faz acompanhamentos das comissões do Parlamento que tratam de temas relevantes para a inserção internacional do Brasil.
Segundo Fabiano Santos os dados do comércio entre Brasil e Venezuela nos últimos nove anos (gráfico) mostram “o tamanho da irresponsabilidade do relator”.
A aproximação comercial com a Venezuela é francamente favorável ao Brasil. Nos últimos dez anos, as exportações para a Venezuela aumentaram 858%, passando de 536,7 milhões de dólares, em 1999, para 4,6 bilhões de dólares em 2008. No ano passado, o Brasil teve um superávit comercial com os EUA de 1,8 bilhão de dólares. Com a crise, a Venezuela passou a representar 29% de todo o saldo da balança comercial brasileira. Dos 3 bilhões de dólares do saldo da balança, neste ano, 878 milhões de dólares vieram de negócios com os venezuelanos.
“A irresponsabilidade da rejeição do Protocolo de Adesão é ainda maior no campo político. O relatório de Jereissati, que evidencia uma forte preocupação com a fragilidade da democracia naquele país, sugere, como terapia, o isolamento político, negligenciando o potencial de contenção institucional que a inclusão ao Mercosul poderia ter, em um contexto em que tanto Chávez quanto a oposição se veem enredados em estratégias de radicalização política”, explica o coordenador do Necon.
Esse ponto provocou a indignação do senador Pedro Simon, durante acalorado debate com Jereissati. Em um momento de retorno aos seus melhores desempenhos na tribuna, Simon lembrou que “com a Venezuela dentro do Mercosul” haveria condição, na avaliação dele, “de garantir a democracia naquele país”.
Simon acredita que a posição do tucano Jereissati “favorece interesses contrários à integração continental, principalmente os norte-americanos”.
Mas não seria essa a motivação do senador Jereissati?
sábado, 3 de outubro de 2009
SEÇÃO: HUMOR
TÍTULO DA PIADA: É NECESSÁRIO ATENÇÃO
Numa faculdade de medicina, o professor diz:
- Os Médicos têm que aprender duas coisas importantes:
1º - Ter sempre muita atenção
2º - Nunca ter nem um pouco de nojo
Por isso, vamos fazer um teste:
Trouxeram um cadáver e o professor enfiou o dedo no rabo do morto, lambeu e mandou todos fazerem o mesmo.
Todos se entreolharam, com cara de nojo, mas fizeram o mesmo. Depois que todos lamberam o dedo, o professor disse:
- Ótimo!!! - Nojo vocês não tem. Agora só falta a atenção, pois eu enfiei um dedo e lambi o outro!!!
"DEU NO BLOG DO LUIZ NASSIF"
"AS INVESTIGAÇÕES SOBRE O CASO ENEM"
Vamos a algumas considerações sobre o caso do furto das provas do ENEM, a partir do que saiu hoje nos jornais.
Primeiro, as conclusões. Depois, o raciocínio por trás delas:
· A probabilidade maior foi a de uma operação política. O pedido de dinheiro foi despiste.
· Quem atuou foi uma quadrilha organizada, que procurou dois veículos não estigmatizados por dossiês – Estadão e Record – para passar o furo.
· Dois trombadinhas-laranja foram escalados para oferecer o material para a Folha no mesmo momento. Mas foi uma óbvia manobra de despiste.
· Os bandidos deixaram claro que o sigilo de fonte era a maior garantia de impunidade para essas jogadas, reafirmando aquilo que detalhei à exaustão em “O Caso de Veja”: todo esquema de quadrilha especializada em dossiês tem, na ponta, a contraparte jornalística.
· Foi uma operação paulistana, não brasiliense, embora não se descarte a possibilidade dos bandidos terem vindo de Brasília.
Vamos ao detalhamento, a partir das matérias publicadas (clique aqui).
1. Há duas maneiras de se fazer dinheiro com o ENEM. O usual – conhecido por esquemas que fraudam provas de vestibulares – é vender para cursinhos ou pais de aluno. É mais rentável mas supõe um esquema prévio armado. O outro modo é explorar politicamente o episódio. E, aí, há duas hipóteses a serem investigadas. Ou o esquema pretendia dinheiro oferecendo o dossiê a jornais (com o intuito de criar escândalos políticos) ou atuava a serviço de alguma organização política.
2. Na explicação dos bandidos aos repórteres do Estadão, fica claro que a melhor maneira de gerar escândalos criminosos é em parceria com veículos propagadores de dossiês (não é o caso do Estadão). Eles dizem claramente que o sigilo de fonte garante a impunidade, razão para não terem procurado o PSDB. Pode ser uma tentativa algo canhestra de explicar porque procuraram o jornal; pode ser uma tentativa de despiste.
3. Três veículos foram procurados: Estadão, Record e, pelo que se sabe hoje pela leitura dos jornais, a própria Folha. Os que procuraram o Estado e a Record (não se sabe se são os mesmos) tinham claro conhecimento de fontes especializadas, sabiam das implicações políticas do caso e “adoçaram” a boca dos jornalistas acentuando que o caso poderia derrubar Ministros ou procurando legitimar o vazamento com toques moralistas. Os que procuraram a Folha precisaram se valer de um dono de pizzaria para conseguir o telefone do jornal.
4. O objetivo final era obviamente o Estadão ou a Record, mas por qual razão? Uma possibilidade seria o fato de ambos não terem se queimado com armações e dossiês falsos. Outra possibilidade é que as duas portas óbvias – Folha e Veja - estavam impedidas de serem acionadas. A Folha devido ao fato de controlar a Gráfica Plural (que recebeu a gigantesca encomenda do MEC de imprimir as provas); a Veja pelo fato da Abril ser grande fornecedora do Ministério da Educação.
5. Qual a intenção de colocar dois trombadinhas para procurar a Folha, então? Uma possibilidade (não a única) é de despiste, soltar penas ao vento para dificultar o trabalho da Polícia Federal, ou colocá-la no encalço de trombadinhas-laranja desviando o foco dos verdadeiros autores.
6. Foi uma manobra paulistana, não se tenha dúvida. No caso da Record e do Estadão, havia uma posição dos bandidos em, sempre, colocar Brasília como fonte do vazamento. Eram os filhos de deputados, ora o delegado da Polícia Federal, ora o funcionário do INEP. Ora, há todo um mercado de dossiês já estruturado em Brasília, em torno de sucursais ou dos próprios jornais locais. Uma possibilidade é que tenham atuado em São Paulo para fugir dos esquemas marcados em Brasília. Mas, sendo assim, a troco de quê a insistência em jogar os holofotes sobre supostas fontes brasilienses? Típica manobra de despiste: a operação foi paulistana, reforçada pelo fato de que o material que os repórteres do Estadão viram já eram provas impressas, e o INEP tinha apenas o print das questões em seus cofres.
"Algumas Considerações Sobre Michael Jackson"
Extraído do site: WWW.gun.com.br
O rei do pop morreu e tá rolando muita piadinha. Mas será que fazer piada com a morte de Michael Jackson é considerado humor NEGRO? Como fã de MJ, prometi que não ia criar nenhuma piada sobre ele. Mas vou falar umas que me contaram.
Porque com a morte dele, muitos comediantes tão tendo que reformular algumas piadas. Principalmente as de pedofilia. Agora a gente vai ter que usar o DJ Marlboro. Não é tão bom, mas é o que a gente tem. Apesar de que eu não gosto de fazer piada sobre pedofilia. Acho a maior criancice.
O Michael morreu e há pouco tempo morreu Dercy e Clodovil. Calypso quase morria… se morrer Preta Gil, Hebe e Rubinho eu não vou ter mais texto pra fazer show.
Me mandaram essa piada no Twitter:
“Michael Jackson morreu feliz porque vai encontrar o MENINO jesus.”
Além de ser uma piada de mau-gosto, não faz sentido porque a Madonna já tá pegando Jesus.
SEÇÃO: HUMOR
TÍTULO DA PIADA: "RAÇÃO PARA PINTO"
Uma moça da roça foi convidada para uma festa onde teria que usar vestido, coisa que ela não usava, pois andava só de calças compridas e sem a calcinha.
Não havia loja de roupas íntimas por perto, então ela teve uma idéia: lembrou-se de que o armazém de um vilarejo perto da fazenda, vendia sacos vazios. Como ela costurava bem, faria sua própria calcinha!
Ela foi até lá, comprou um saco de pano, correu para a máquina de costurar e confeccionou uma linda calcinha. No dia da festa, vestiu a peça feita em casa, colocou o vestido e pegou um ônibus para ir à festa.
Como estava acostumada a usar calças compridas, sentou-se num dos bancos, bem à vontade, de pernas abertas. Em sua frente estava um caipira que não tirava os olhos de cima dela.
Passado algum tempo, a menina se irritou e perguntou:
- O que foi caipira, nunca viu uma calcinha!?
- O caipira tomou um fôlego e respondeu:
- Óia moça, vê carcinha eu já vi, mas escrito "ração pra pinto", é a primeia veiz.
"QUAL É O PROBLEMA ?"
Um dos maiores choques de minha vida foi na noite anterior ao meu primeiro dia de pós-graduação em administração. Havia sido um dos quatro brasileiros escolhidos naquele ano, e todos nós acreditávamos, ingenuamente, que o difícil fora ter entrado em Harvard, e que o mestrado em si seria sopa. Ledo engano.
Tínhamos de resolver naquela noite três estudos de caso de oitenta páginas cada um. O estudo de caso era uma novidade para mim. Lá não há aulas de inauguração, na qual o professor diz quem ele é e o que ensinará durante o ano, matando assim o primeiro dia de aula. Essas informações podem ser dadas antes. Aliás, a carta em que me avisaram que fora aceito como aluno veio acompanhada de dois livros para ser lidos antes do início das aulas.
O primeiro caso a ser resolvido naquela noite era de marketing, em que a empresa gastava boas somas em propaganda, mas as vendas caíam ano após ano. Havia comentários detalhados de cada diretor da companhia, um culpando o outro, e o caso terminava com uma análise do presidente sobre a situação.
O caso terminava ali, e ponto final. Foi quando percebi que estava faltando algo. Algo que nunca tinha me ocorrido nos dezoito anos de estudos no Brasil. Não havia nenhuma pergunta do professor a responder. O que nós teríamos de fazer com aquele amontoado de palavras? Eu, como meus outros colegas brasileiros, esperava perguntas do tipo "Deve o presidente mudar de agência de propaganda ou demitir seu diretor de marketing?". Afinal, estávamos todos acostumados com testes de vestibular e perguntas do tipo "Quem descobriu o Brasil?".
Harvard queria justamente o contrário. Queria que nós descobríssemos as perguntas que precisam ser respondidas ao longo da vida.
Uma reviravolta e tanto. Eu estava acostumado a professores que insistiam em que decorássemos as perguntas que provavelmente iriam cair no vestibular.
Adorei esse novo método de ensino, e quando voltei para dar aulas na Universidade de São Paulo, trinta anos atrás, acabei implantando o método de estudo de casos em minhas aulas. Para minha surpresa, a reação da classe foi a pior possível.
"Professor, qual é a pergunta?", perguntavam-me. E, quando eu respondia que essa era justamente a primeira pergunta a que teriam de responder, a revolta era geral: "Como vamos resolver uma questão que não foi sequer formulada?".
Temos um ensino no Brasil voltado para perguntas prontas e definidas, por uma razão muito simples: é mais fácil para o aluno e também para o professor. O professor é visto como um sábio, um intelectual, alguém que tem solução para tudo. E os alunos, por comodismo, querem ter as perguntas feitas, como no vestibular.
Nossos alunos estão sendo levados a uma falsa consciência, o mito de que todas as questões do mundo já foram formuladas e solucionadas. O objetivo das aulas passa a ser apresentá-las, e a obrigação dos alunos é repeti-las na prova final.
Em seu primeiro dia de trabalho você vai descobrir que seu patrão não lhe perguntará quem descobriu o Brasil e não lhe pagará um salário por isso no fim do mês. Nem vai lhe pedir para resolver "4/2 = ?". Em toda a minha vida profissional nunca encontrei um quadrado perfeito, muito menos uma divisão perfeita, os números da vida sempre terminam com longas casas decimais.
Seu patrão vai querer saber de você quais são os problemas que precisam ser resolvidos em sua área. Bons administradores são aqueles que fazem as melhores perguntas, e não os que repetem suas melhores aulas.
Uma famosa professora de filosofia me disse recentemente que não existem mais perguntas a ser feitas, depois de Aristóteles e Platão. Talvez por isso não encontramos solução para os inúmeros problemas brasileiros de hoje. O maior erro que se pode cometer na vida é procurar soluções certas para os problemas errados.
Em minha experiência e na da maioria das pessoas que trabalham no dia-a-dia, uma vez definido qual é o verdadeiro problema, o que não é fácil, a solução não demora muito a ser encontrada.
Se você pretende ser útil na vida, aprenda a fazer boas perguntas mais do que sair arrogantemente ditando respostas. Se você ainda é um estudante, lembre-se de que não são as respostas que são importantes na vida, são as perguntas.
Stephen Kanitz é administrador por Harvard (www.kanitz.com.br)
Editora Abril, Revista Veja, edição 1898, ano 38, nº 13, 30 de março de 2005, página 18
SEÇÃO: HUMOR
TÍTULO DA PIADA: "GOL DE PLACA"
altura um dos jogadores vai cobrar um escanteio e o gândula,
muito sacana, coloca uma pedra no lugar da bola. O cobrador
do escanteio, toma distância, corre e pimba. Mete uma bic#da
na bola, ou melhor, na pedra.
Cai no chão, começa a gemer, mas logo está dando gargalhadas!
O gândula , indignado, pergunta:
— Você acabou de quebrar o pé chutando a pedra, posso saber do que você está rindo?
— Hahaha! Tô rindo daquele imbecil que fez o gol de cabeça!
"NACIONALISTAS X ENTREGUISTAS ?
O senador Tasso “tenho jatinho porque posso” Jereissati é um gênio.
Ele queria que o debate sobre o pré-sal fosse como o que precedeu a privatização dos telefones que entregou metade do Brasil ao irmão dele, Carlos, e a outra metade ao passador de bola apanhado no ato de passar bola, Daniel Dantas.
Tudo aprovado “em regime de urgência urgentíssima”, e a manipulação dos fundos de pensão das estatais.
Quando o Brasil assistiu àquele momento Péricles de Atenas do Fernando Henrique: “se isso der m…”, estamos todos no mesmo barco.
A virtude do Presidente Lula foi exatamente essa: politizar o debate do pré-sal.
Jogar os entreguistas dos Demo-tucanos de um lado e os nacionalistas do outro.
Lula reproduziu a batalha de Vargas pela Petrobrás.
O partido do senador Tasso “tenho jatinho porque posso” Jereissati também tentou politizar a questão.
Só que com outro objetivo: fazer o jogo dos entreguistas.
O Senador tucano Álvaro Dias, com a mão de gato de outro tucano então na presidência do Senado, montou a CPI da Petrobrás com a missão de desmoralizar, desconstruir a Petrobrás e, com isso, jogar o pré-sal no colo dos clientes do Davizinho Zylbersztajn.
Os entreguistas.
O senador Álvaro Dias, por exemplo, nas reuniões da CPI, recebia perguntas prontas de um repórter do Estadão, jornal terceirizado que se presta aos interesses dos entreguistas.
Os personagens são os mesmos de 1954: Globo, Estadão, o PiG (*) e a UDN.
Estão todos vivos.
E o senador Tasso “tenho jatinho porque posso” Jereissati corre o risco de encerrar ano que vem a breve carreira política.
Exatamente por isso: porque o povo do Ceará (onde há petróleo e o presidente Lula vai instalar a siderúrgica que o FHC não fez) pode não gostar de entreguistas.
domingo, 27 de setembro de 2009
"Justiça Cega e Efeito Serra"
Por: Wálter Fanganiello Maierovitch
Texto publicado na Revista Carta Capital em 18/08/2009
Recebi um telefonema do jornalista Paulo Henrique Amorim, cujo site, Conversa Afiada, está na relação dos meus favoritos. Diante dos escândalos no Senado e com os temas da ética e transparência em destaque na mídia, Paulo Henrique queria saber sobre uma decisão minha do início dos anos 90, quando juiz titular da segunda zona eleitoral de São Paulo. Para tanto, ingressei em um túnel do tempo com algumas cinzas decorrentes do efeito estufa, as quais os italianos chamam de indesejável efeito serra, ou effetto serra.
Com efeito, no ano de 1988, quando João Leiva, Paulo Maluf e José Serra disputavam a prefeitura de São Paulo, o procurador Flavio Flores da Cunha Bierrenbach resolveu dar um alerta aos eleitores paulistanos, no horário reservado aos partidos políticos. Bierrenbach é hoje ministro do Superior Tribunal Militar.
Na tevê, Bierrenbach disse o seguinte: “No dia 15 de novembro, João Leiva vai derrotar dois Malufes. Um não engana mais ninguém, todo mundo conhece e é assumido. É a síntese do regime de exceção. Alguém já disse que Paulo Maluf foi uma flor que nasceu no lodo da ditadura. O outro, entretanto, poucos conhecem. Engana muita gente. Chama-se José Serra. Entrou pobre na Secretaria do Planejamento do governo Montoro, saiu rico. Fez uma campanha para deputado federal miliardária. Prejudicou a muitos dos seus companheiros. Esses homens têm algo em comum. Uma ambição sem limites. Uma sede de poder sem nenhum freio. E pelo poder eles são capazes de tudo. Usam o poder de forma cruel, corrupta e prepotente”.
Ao então candidato Serra concedeu-se o direito de resposta. Ainda inconformado e amargando o resultado eleitoral desfavorável, o referido Serra, então deputado federal, insistiu, junto ao juízo da segunda zona eleitoral, em enviar peças para o representante do Ministério Público eleitoral (MP). Serra afirmava ter sido ofendido em sua honra por Bierrenbach, ou seja, definindo-se expressamente como caluniado, difamado e injuriado. O MP, com base no Código Eleitoral e tendo em vista que os delitos contra a honra no âmbito eleitoral são de ação pública, denunciou Bierrenbach por crimes de calúnia, injúria e difamação, duas- vezes cada um deles. Depois da ação penal instaurada, o deputado Serra requereu, por meio do advogado Mário Covas Neto, a sua habilitação como assistente de acusação, frisando sua condição de vítima de calúnias, difamações e injúrias.
Bierrenbach, na sua defesa, apresentou uma exceção da verdade. Ou seja, queria provar que havia dito a pura verdade sobre Serra. A exceção foi recebida judicialmente e as provas, deferidas. Como o processo penal é orientado pela busca da verdade real, e deveria, depois de instruído, ser remetido ao Supremo Tribunal Federal para julgamento por força do foro privilegiado do então deputado Serra, várias diligências foram determinadas judicialmente: ofício a bancos para futuro cotejo sobre evolução patrimonial, etc.
O deputado federal Serra, imediatamente depois da exceção da verdade apresentada por Bierrenbach, pretendeu modificar as acusações, feitas por ele e endossadas pelo Ministério Público. Passou, então, a entender que havia sido apenas injuriado. Jamais, caluniado ou difamado. E, frisou, uma vez afastadas judicialmente as imputações sobre os crimes de calúnia e difamação, que a exceção da verdade deveria ser rejeitada liminarmente. Qual a razão? É que a lei eleitoral só admitia exceção da verdade em casos de calúnia e difamação. Nunca na hipótese de crimes de injúrias, menos grave por ser genérica.
Com a decisão anterior sobre calúnias e injúrias mantida (as difamações foram afastadas), Serra postulou, então, a remessa dos autos ao STF, sem sucesso, pois a jurisprudência não o favorecia.
Na sequência, impetrou um mandado de segurança para se ver livre de decisões judiciais consideradas abusivas e ilegais. O mandado de segurança foi elaborado pelo advogado Márcio Thomaz Bastos, em substituição a Mário Covas Neto. Uma liminar do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) paralisou o processo e determinou, a pedido do deputado Serra, os recolhimentos dos ofícios judiciais, para não haver quebra do segredo bancário e fiscal do deputado Serra.
Depois de muitos anos na posse dos autos do mandado de segurança, o relator Francisco Prado, guindado ao TRE pela classe dos juristas-advogados e mercê de sua larga experiência de vida como ex-prefeito e prefeito de Santos (quando deixou o TRE foi secretário de Covas e Alckmin), lançou decisão, no ano de 1997. O TRE entendeu que o exame do mandado de segurança estava prejudicado, pois os crimes estavam todos prescritos. Arquivou-se o processo iniciado em 1990, por não ter sido julgado no tempo devido.
Pano rápido. Como dizia Mario Quintana, “a Justiça é cega. Isso explica muita coisa”.
"O Segredo do Casamento"
Por: Stephen Kanitz é administrador por Harvard (www.kanitz.com.br)
Texto publicado na Editora Abril, Revista Veja, edição 1922, ano 38, nº 37, 14 de setembro de 2005, página 24
Meus amigos separados não cansam de me
perguntar como eu consegui ficar casado trinta anos com a mesma mulher. As mulheres, sempre mais maldosas que os homens, não perguntam a minha esposa como ela consegue ficar casada com o mesmo homem, mas como ela consegue ficar casada comigo.
Os jovens é que fazem as perguntas certas, ou seja, querem conhecer o segredo para manter um casamento por tanto tempo.
Ninguém ensina isso nas escolas, pelo contrário. Não sou um especialista do ramo, como todos sabem, mas, dito isso, minha resposta é mais ou menos a que segue.
Hoje em dia o divórcio é inevitável, não dá para escapar. Ninguém agüenta conviver com a mesma pessoa por uma eternidade. Eu, na realidade, já estou em meu terceiro casamento - a única diferença é que me casei três vezes com a mesma mulher. Minha esposa, se não me engano, está em seu quinto, porque ela pensou em pegar as malas mais vezes do que eu.
O segredo do casamento não é a harmonia eterna. Depois dos inevitáveis arranca-rabos, a solução é ponderar, se acalmar e partir de novo com a mesma mulher. O segredo no fundo, é renovar o casamento, e não procurar um casamento novo. Isso exige alguns cuidados e preocupações que são esquecidos no dia-a-dia do casal. De tempos em tempos, é preciso renovar a relação. De tempos em tempos, é preciso voltar a namorar, voltar a cortejar, voltar a se vender, seduzir e ser seduzido.
Há quanto tempo vocês não saem para dançar? Há quanto tempo você não tenta conquistá-la ou conquistá-lo como se seu par fosse um pretendente em potencial? Há quanto tempo não fazem uma lua de mel, sem os filhos eternamente brigando para ter a sua irrestrita atenção?
Sem falar nos inúmeros quilos que se acrescentaram a você, depois do casamento. Mulher e marido que se separam perdem 10 quilos num único mês, por que vocês não podem conseguir o mesmo? Faça de conta que você está de caso novo. Se fosse um casamento novo, você certamente passaria a freqüentar lugares desconhecidos, mudaria de casa ou apartamento, trocaria seu guarda-roupa, os discos, o corte de cabelo e a maquiagem. Mas tudo isso pode ser feito sem que você se separe de seu cônjuge.
Vamos ser honestos: ninguém agüenta a mesma mulher ou marido por trinta anos com a mesma roupa, o mesmo batom, com os mesmos amigos, com as mesmas piadas. Muitas vezes não é sua esposa que está ficando chata e mofada, são os amigos dela (e talvez os seus), são seus próprios móveis com a mesma desbotada decoração. Se você se divorciasse, certamente trocaria tudo, que é justamente um dos prazeres da separação. Quem se separa se encanta com a nova vida, a nova casa, um novo bairro, um novo círculo de amigos.
Não é preciso um divórcio litigioso para ter tudo isso. Basta mudar de lugares e interesses e não se deixar acomodar. Isso obviamente custa caro e muitas uniões se esfacelam porque o casal se recusa a pagar esses pequenos custos necessários para renovar um casamento. Mas, se você se separar, sua nova esposa vai querer novos filhos, novos móveis, novas roupas, e você ainda terá a pensão dos filhos do casamento anterior.
Não existe essa tal "estabilidade do casamento", nem ela deveria ser almejada. O mundo muda, e você também, seu marido, sua esposa, seu bairro e seus amigos. A melhor estratégia para salvar um casamento não é manter uma "relação estável", mas saber mudar junto. Todo cônjuge precisa evoluir, estudar, aprimorar-se, interessar-se por coisas que jamais teria pensando fazer no início do casamento. Você faz isso constantemente no trabalho, por que não fazer na própria família? É o que seus filhos fazem desde que vieram ao mundo.
Portanto, descubra o novo homem ou a nova mulher que vive ao seu lado, em vez de sair por aí tentando descobrir um novo e interessante par. Tenho certeza de que seus filhos os respeitarão pela decisão de se manterem juntos e aprenderão a importante lição de como crescer e evoluir unidos apesar das desavenças. Brigas e arranca-rabos sempre ocorrerão: por isso, de vez em quando é necessário casar-se de novo, mas tente fazê-lo sempre com o mesmo par.
"O Catecismo da Conversão"

Mauricio Dias (colunista da Revista Carta Capital)
Texto publicado na Revista Carta Capital em 25/09/2009
A migração dos esquerdistas para a direita é uma trajetória comum na história republicana brasileira, embora não seja um fenômeno exclusivo do Brasil como é, por exemplo, essa curiosa fruta nativa da Mata Atlântica chamada jabuticaba.Os caminhos dessa conversão política são muitos. E não há problema que isso ocorra, principalmente, quando ex-comunistas, como o agressivo Roberto Freire, ou ex-guerrilheiros, como o delicado Fernando Gabeira, mudaram por acreditar que a democracia política é melhor. Melhor que qualquer autoritarismo que imaginaram melhor para viver.
Agressivo e delicado são dois adjetivos usados intencionalmente para explicar aos que eventualmente não sabem que Freire e Gabeira usaram armas diferentes contra a ditadura militar brasileira. Agressivo era Gabeira que optou pela ação armada. Delicado era Freire que se lançou na oposição política.
O ruim é quando esses ex-militantes de esquerda passam a servir à direita e se esquecem de todas as outras ideias nas quais acreditavam e pelas quais se batiam.
Roberto Freire fundou o Partido Popular Socialista, que nada tem de socialista e, muito menos, de popular. No programa partidário exibido dias atrás, ele pontuou todo o roteiro das falas em oposição ao governo Lula. Atacou, por exemplo, a taxação de cadernetas de poupança acima de 50 mil reais, cuja finalidade, exposta pelo governo, é a de bloquear a utilização dos benefícios da poupança pelos grandes grupos de investidores que migraram das aplicações em virtude da queda nos juros.
Um parlamentar do PPS, Fernando Coruja, com destaque no Congresso, atacou a proposta de Lula de consolidar as leis sociais e torná-las permanentes, como Getúlio Vargas fez com as leis trabalhistas. A entrevista do deputado foi publicada no mesmo jornal em que Lula deu uma entrevista de valor capital. Entre outras coisas, o presidente lembrou:
“Sou de um tempo de dirigente sindical que, quando a gente falava de salário mínimo, as pessoas já falavam logo de inflação. Nós demos, desde que cheguei aqui, 67% de aumento real para o salário mínimo e ninguém mais fala de inflação”.
Embora aliado de Freire, Gabeira segue por caminho diferente. Protegido pela importante capa do ambientalismo ele ataca com outro viés as regras fixadas pelo governo para a exploração do pré-sal. Ambos servem, hoje, à candidatura presidencial conservadora dos tucanos.
Aí é que o bicho pega. Um escritor português, o anarquista Manoel de Souza, tratou desse trânsito político, esquerda-direita, na Europa. “Muitos outros comunistas, maoístas e trotskistas (...) comeram na mesa dos condes e das marquesas, ou nos seus leitos, nas amenas praias mediterrâneas, em nome da reconciliação nacional e de um mundo melhor. Para eles, pelo menos.”
Alguém já disse que eles trocaram o desejo de salvar o mundo pelo oportunismo de salvar-se no mundo.
Sobre eles, o português Souza despejou uma velha e contundente expressão popular da língua portuguesa, não se referindo à mãe que os deu à luz, e sim à condição de oportunistas, “alguém em quem nunca se devia confiar nem deve confiar”.
A invenção não é mesmo nossa, mas, sem dúvida, há brasileiros dando grande contribuição para aperfeiçoar esse comportamento.









