sábado, 2 de abril de 2016

Moro é o maior juiz do Brasil. Em queixas por abusos no CNJ

aroeirasnif
O site jurídico Conjur informa que, durante o mês de março, o Conselho Nacional de Justiça recebeu nada menos que 14 reclamações entre os dias 9 e 30 de março.Descontados sábados, domingos e os dois dias da Semana Santa, um por dia útil.
Uma delas é assinada por 13 senadores e duas pelos sindicatos de advogados, de São Paulo e da Paraíba.
O número é maior que o total de investigações abertas pelo CNJ na maioria dos anos.
A relatora de todos eles, Ministra Nancy Andrighi, colocou quase todos sob sigilo de Justiça e negou duas liminares pedidas.
Não é a primeira vez que Moro é mandado ao exame do CNJ: em 2013, quem o mandou foi ninguém menos que Gilmar Mendes, ao proferir voto no  HC 95518 / PR onde diz, textualmente:
Eu estou pedindo que se encaminhe à Corregedoria Regional da Justiça Federal da 4ª Região e à Corregedoria do Conselho Nacional de Justiça.
Esses são fatos gravíssimos. Por exemplo, monitoramento de advogados.
E olhe lá se não vier um novo, de novo do STF, no julgamento de mérito da gravação e divulgação dos telefonemas das Presidenta da República.
Não será possível que tudo se vá engavetar, como se fez sucessivamente diante dos abusos do juiz do Paraná, que ficou sem freios e agora colide violentamente contra a mais alta Corte brasileira.
Parece que a trombada foi forte demais até para o caminhão de Moro.
Mas como o deixaram tomar tamanho e velocidade, animados com as consequências políticas dos seus atos e com medo de serem apontados pela mídia como “protetores de corruptos”, parar o bicho vai deixar estragos no próprio Supremo.

HUMOR CRÍTICO:

Não cutuquem o povo com vara curta, por Paulo Nogueira Batista Jr.

acacio
Paulo Nogueira Batista Jr., economista favorito deste blog porque fala e escreve para as pessoas entenderem, não para confundi-las, escreveu hoje um artigo em O Globo que merece ser reproduzido e, se aceitam a sugestão, mandado para as pessoas que ainda não entenderam porque o processo comandado por Eduardo Cunha é um golpe.

Golpe?

Paulo Nogueira Batista Jr., em O Globo
O impeachment é golpe? Não. O afastamento do presidente da República está previsto na Constituição Federal.
O impeachment sem configuração de crime de responsabilidade ou de crime comum é golpe? Sim.
Desculpe, leitor, a homenagem ao Conselheiro Acácio (aquele personagem do Eça de Queiroz que se especializava em proclamar o óbvio ululante), mas no Brasil de hoje é preciso dizer tudo, com todas as letras.
O impeachment precisa ser devidamente fundamentado. A Constituição lista, e lei pertinente define os crimes que podem levar ao afastamento do presidente da República, assim como os procedimentos que devem ser seguidos.
Se esses requisitos não forem rigorosamente respeitados, o que teremos é uma ruptura da ordem democrática — a cassação do mandato de uma presidente legitimamente eleita. Em uma palavra: golpe.
Não basta afirmar que todo impeachment é uma questão eminentemente política. Sem dúvida que é, mas na democracia todas as questões políticas têm que ser tratadas dentro da ordem jurídica.
É preciso tentar entender a legislação aplicável e discutir se o processo que está sendo seguido é condizente com ela. Bater panela ou sair pelas ruas gritando slogans é legítimo, é um direito de todos. Mas quem se preocupa com a democracia tem a obrigação de saber do que está falando.
Os defensores do impeachment não estão invocando crime comum. É preciso verificar, então, se têm base as alegações de crime de responsabilidade. A Constituição (artigo 85) estabelece como crimes de responsabilidade os atos do presidente da República que atentem contra a Constituição Federal e destaca especialmente, entre outros, os atos que atentem contra a existência da União, o livre exercício dos outros poderes, os direitos políticos, a segurança interna do país, a probidade na administração, a lei orçamentária e o cumprimento das leis e decisões judiciais. A lei nº 1.079, de 1950, define os crimes de responsabilidade.
Não vamos cair no ridículo de apresentar como justificativas para o impeachment, por exemplo, uma alegada “incompetência” da presidente ou que “o governo não consegue governar” ou que “as pesquisas mostram que a presidente é impopular”. Esses argumentos não têm, e nem poderiam ter, a menor sustentação legal. E, no entanto, há muitos que lançam mão desse tipo de justificativa. A esses diria, simplesmente, dirijam-se à urna mais próxima! Teremos eleições em 2016 e em 2018.
Bem sei que é difícil ganhar uma eleição presidencial. A oposição está há muito tempo tentando, sem sucesso. Alguns partidos importantes nunca conseguiram chegar à Presidência pelo voto. Mas o caminho do impeachment também não será fácil, especialmente se não ficar bem claro que a ordem jurídica está sendo rigorosamente respeitada.
Cuidado para não cutucar o povo com vara curta.

HUMOR:

OVO

O PMDB que assusta Barroso assusta o Brasil. Por ele e pelo que é certo que viria depois

salvacao
Na conversa do ministro José Roberto Barroso com estudantes de Direito gravada (virou moda) e divulgada ontem pelos jornais, este se mostra assustado com a cena que viu, na reunião do diretório do PMDB onde se gritava “Temer Presidente”.
‘Meu Deus do céu! Essa é a nossa alternativa de poder?’
Como todo mundo viu a foto, coloco outra, bem recente (de janeiro) da convenção que escolheu os personagens que assustam Barroso, inclusive os que se esconderam da foto atual.
Ministro, com todo o respeito, há coisa mais assustadora,  que deriva da imagem que o assusta.
É que, como sabe o senhor, o governo que eventualmente emergisse dali não sobreviveria ao STF, pela situação em que se encontra o “general da banda podre” que deslustra a imagem.
Ou, ao contrário, o STF não sobreviveria a um governo saído dali.
Numa ou noutra hipótese, a institucionalidade da vida brasileira estaria quebrada ou por um fio.
Não posso ter a pretensão de ensinar latim ao ministro: ele sabe de onde vem o que se acha tenebroso.
Ele sabe que vem de trevas.
Mas posso, talvez, ilustrá-lo em biologia.
É que nas trevas não vivem apenas os monstros que tememos.
É que só nelas se desenvolvem um bichinho bem asqueroso, uma larva que tira da escuridão seu próprio nome: o tenébrio.
É o “bicho da farinha”, como o povão o conhece.
Mas o senhor precisa refletir: será que o papel do Supremo é só olhar a forma de um julgamento político por um suposto crime de de responsabilidade? Indiferente ao fato de  haver, sequer, base para que se diga existir o tal crime?
Pode prevalecer um entendimento como que que o senhor Sidney Sanches emitiu falando aos jornais: “É um julgamento feito por políticos, é muito diferente do processo judicial, não precisa de provas nem fundamentação. O voto é sim ou não. Se o STF interferir, é invasão de competência”.
Eu, que não sou jurista, fico com a máxima popular: Direito é bom-senso e algo que “ não precisa de provas nem fundamentação” não é julgamento, é arbítrio puro.
Ministro Barroso: as trevas dependem de que quem aceite que as luzes se apaguem.

HUMOR:

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Ex-marqueteiro de Cabral, de Aécio e da Fetransport pariu o pato milionário da Fiesp

prole
Nestes tempos em que marqueteiro virou objeto de interesse político, é bom juntar as informações que já deu, nos tempos de sua coluna na Veja,  o insuspeitíssimo Lauro Jardim sobre a Agência Prole, de Renato Pereira, que pariu o milionário pato plagiado da campanha pró-golpe da Fiesp.
Em março de 2010, Jardim noticia que a “PPR (Prole, que trabalhou na campanha de Sergio Cabral em 2006)” foi uma das vencedoras na escolha das agências que atenderiam o Governo de Sérgio Cabral.
E também de Eduardo Paes.
De novo, transcrevo Jardim:
Eduardo Paes acaba de nomear como coordenador de Comunicação Social da Prefeitura do Rio de Janeiro um diretor da agência de publicidade que tem a conta do seu próprio governo.
Fabiano Leal deixou a Prole para administrar, entre outras coisas, pagamentos à sua antiga empresa. A Prole foi a responsável pela campanha à reeleição de Paes no ano passado.
A assessoria do prefeito informa que não vê conflito de interesses na nomeação e que Fabiano foi escolhido pelo seu “reconhecido trabalho em importantes agências de publicidade”.
E trabalhava também para – expressão de Jardim – “a notória Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio (Fetranspor).”. Até que o episódio do casamento luxuoso da filha do empresário Jacob Barata, “rei dos ônibus”, em plena onda de manifestações contra o aumento dado por Paes e Carbral às passagens, acabou em tragicomé diante do Copacabana Palace. Com direito a PM, tiros, bombas e notas de R$ 20 lançadas sobre os manifestantes que foram acabar com a festa…
Enquanto isso acontecia, a Prole proliferava em sua primeira experiência “aviária”: fechou contrato, em março de 2013, com os tucanos para fazer a campanha de Aécio Neves. Que durou até dezembro, quando – sempre segundo Jardim – odono da Prole, Ricardo Pereira tentou “cabralizar” Aécio Neves.
Assim como João Santana, a Prole de Pereira também lançou-se em ousadias internacionais. Na Venezuela, com Henrique Caprilles, o candidato que perdeu a eleição para Nicolás Maduro. Pereira estava lá quando Aécio e a sua diplomacia trapalhona estiveram em Caracas,diz Jardim.
E, finalmente, o grande momento, aquele em que a Fiesp comprou o pato da Prole: ganhou a conta da instituição, em
A Fiesp tem uma nova agência de propaganda para cuidar da conta do Sesi/Senai em São Paulo – uma conta, aliás, gorda, de 38 milhões de reais por ano. Quebrando uma tradição, a agência não será paulista. A vencedora da concorrência é a carioca Prole.
Assim, Paulo Skaf junta a fome com a vontade de comer. Vai repetir o que fez nos últimos anos, quando Duda Mendonça foi o seu marqueteiro político e dono da conta da Fiesp.
Agora, Skaf contrata a Prole, cujo dono, Renato Pereira, é um marqueteiro de vasto currículo  – já fez as campanhas de Sergio Cabral, Eduardo Paes e Henrique Caprilles, na Venezuela, por exemplo.
Pereira e Skaf já tiveram várias conversas preliminares nas últimas semanas. O anúncio oficial de que Pereira será o seu marqueteiro, porém, ainda demora um pouco.
Como se vê, o pato é político desde o ovo.

HUMOR:

EPIDEMIA

O estranho conceito de “força” do Exército de José Serra

lisboa
Participando do Semi-Golpe de Lisboa, a vergonhosa e fracassada conspiração promovida pela empresa de Gilmar Mendes em Portugal, José Serra disse hoje, segundo a BBC, que “uma intervenção militar só não aconteceu nos dias atuais porque o Exército não tem mais a força política de antigamente.”
Serra tem uma visão ainda “banana republic” do papel das Forças Armadas.
A força que elas têm de ter – e deveriam ter muito mais – é a força militar, porque seu papel é a defesa nacional, não a política.
Os militares brasileiros, em mais de um governo chefiado por gente da caserna, viram como a obsessão pela política foi danosa a isso, embora vez por outra os governos militares – corretamente – tenham investido em alguma independência em tecnologia bélica.
Curioso que, quando se fale no Exército dos EUA, da França, da Inglaterra – para não entrar no terreno pantanoso de regimes que não simbolizam a democracia convencional – ninguém se preocupa em discutir sua “força política”, por que será?
Força política dos militares é fazer com que os governos lhes forneçam meios de equipar-se, de terem desenvolvimento operacional e tecnológico que não as tornem meros enfeites, mas vetores capazes de projetarem-se onde a soberania do país estiver ameaçada ou vulnerável.
A outra política, por definição, divide. E divisão, entre os militares, é – paradoxalmente – uma unidade de tropas sob comando único.
O Exército, como a Marinha e a Aeronáutica, têm muitos – e entre seu melhores – oficiais que compreendem que imiscuir-se no jogo político é importar a cizânia para dentro das organizações militares.
Claro que se preocupa, como é seu dever aliás, com situações de conflito interno, E justamente por isso não deixa de estar atento a quem as provoca.
Políticos, como o senhor Serra, não devem trazer o nome do Exército para a política, a não ser para que ela lhes garanta os recursos para, dentro da realidade do país, qualificar-se como escudo da Nação.
Do contrário, é expô-lo à divisão que há na política.
O que representa apoio aos militares, e seus líderes sabem muito bem, não são uma dúzia de transtornados que pedem que coloquem  um tenente em cada repartição pública.
Estamos, pela primeira vez em um século, vendo o Exército se portar como a uma força de todos, não de uma facção ou, muito menos, de si mesma.
Se José Serra tivesse uma visão um pouquinho mais generosa das instituições, veira que não podem nunca voltarem-se contra a pária aqueles que são “por ela armados”, como está no hino do Exército.
O Exército, ao contrário do que diz Serra ao afirmar que “se o Exército brasileiro ainda tivesse a força que tinha naquele momento, não tenha dúvida de que já teria tido uma militarização no país” está muito mais forte.
Inclusive em relação aos que o querem usar politicamente.

MAU NEGÓCIO:

MAU-NEGOCIO

Moro não perdeu de 8 a 2 no Supremo. Perdeu de 10 a 0. Decisão torna Lula Ministro

stf
O “remendo” que os jornais querem fazer para “aliviar” a situação de Sérgio Moro, com o placar de 8 a 2  com que o Supremo manteve em Brasília os inquéritos dobre Lula é apenas uma meia verdade. Este é o placar formal, em nada semelhante ao placar real, em que a atitude de Moro não teve o apoio de nenhum ministro do STF.
Quem assistiu à sessão do Tribunal que os votos de Marco Aurélio Mello e Luiz Fux  ficaram mais numa questão teórica que calcados na situação específica.
A de que a declinação de competência quando surgem eventos envolvendo pessoas com prerrogativa de foro – no caso, Ministros e a própria Presidente da República – é obrigatória, sim, mas pode ser parcial por exclusiva iniciativa do próprio juiz, não por cisão de procedimentos necessariamente decidida pelo Supremo.
É uma questão procedimental, que não toca na questão objetiva que estava posta: Moro poderia ter feito o que fez?
A resposta de ambos foi claramente que não, segundo o Estadão:
Ambos defenderam que, como Lula não tem foro privilegiado, as investigações contra ele deveriam ser mantidas em Curitiba, e Moro deveria enviar a Brasília apenas as partes que envolvam Dilma e outras autoridades com prerrogativa de serem investigadas pelo Supremo. Fux e Mello concordaram, no entanto, que Moro não poderia ter divulgado os áudios. 
“Não há justificativa plausível para uma divulgação como a que ocorreu nesse processo, divulgação que a meu ver colocou mais lenha em uma fogueira cuja chama já estava muito alta em prejuízo da nacionalidade, da paz social, da segurança jurídica”, disse Mello sobre o caso. 
Fux defendeu a atuação de Moro no caso e sustentou que Dilma não estava sendo investigada. No entanto, ele admitiu que, caso a presidente tenha sido interceptada sem autorização do Supremo, a gravação deve ser anulada. “É evidente é que se houvesse algum procedimento, essa interceptação em relação à presidente da República teria que ser nulificada, porque não foi obtida com autorização do Supremo Tribunal Federal”, disse. 
Portanto, não fica nenhuma dúvida de que a divulgação foi indevida e ilegal. E se é ilegal, não pode servir para, sobre ela, tomar-se uma decisão legal.
E foi sobre a divulgação dos áudios, e nada além disso, que Gilmar Mendes fundamentou sua decisão liminar de impedir a posse de Lula no Ministério,
O que irá – já deveria ter ido, aliás, mas Mendes tomou uma semana de férias para conspirar em Portugal – a exame do Supremo é essa decisão liminar. Não será o mérito da ação onde, sim, poderão ser levadas em contas as gravações que agora estão – mas não estavam – de posse do Supremo e cuja legitimidade é questionada até pelos dois ministros que votaram pela permanência do inquérito sobre Lula com Moro.
É óbvio que não pode ser validada a liminar, pois seria a revogação de um princípio sólido da Suprema Corte: é nula qualquer decisão tomada sobre prova inválida e, no momento da decisão, independente de qualquer outra questão, o Supremo firmou hoje o entendimento que o era, mesmo que a valide a posteriori.
Lula só não é ministro porque o STF, em má hora e com resistência de muitos dos seus integrantes, criou uma regra de que decisão singular de um de seus Ministros, seja qual for, não pode ser objeto de habeas corpus. O caso de hoje mostrou que não só pode como deve, porque está prevalecendo, por isso, uma decisão patentemente ilegal, tomada sobre prova até agora inválida e, naquele momento, por isso, inexistente.
Salvo por tropelia ou ódio, na semana que vem Lula será ministro e inexiste, no mundo do Direito, a possibilidade de que prevaleça o arranjo midiático proposto pelo Procurador Geral da República de que ele seja ministro mas seu caso siga com Sérgio Moro, na primeira instância.
É isso o que tentarão evitar, para que ele não possa ser, dentro do governo, o comandante da luta contra a manobra espúria do impeachment na Câmara e, à frente, o grande orientador de Dilma no reerguimento da administração.
E tomara que a presidenta compreenda, como parece que compreendeu, que não era apenas um slogan, mas a própria fonte de sua legitimidade, o que se dizia desde 2010 e de novo se disse em 2014.
Se Lula era Dilma, é porque Dilma era Lula.

HUMOR REALISTA:

TV-AO-VIVO

As ruas estão cheias da força da alegria. E, no Rio, Chico diz: “não, de novo, não! Assista

chico
Voltei cedo e perdi a cena. Mas recuperei e trago para vocês
Era muita garotada, entre as 30 ou 40 mil pessoas que lotaram o Largo da Carioca, mas o ponto alto da manifestação contra o golpe foi meu herói e rival  – como fazer que as moças suspirassem por mim e não por ele? Melhor aceitar e aderir… – durante 40 anos.
Chico Buarque, sempre ele, foi a grande estrela de um movimento que, como ele, não é de um partido, mas é dos brasileiros que acreditam na liberdade e no respeito ao voto popular.
Um movimento da delicadeza.
Humildemente, disse que ali havia “Gente que votou no PT, gente que não gosta do PT, gente que foi do PT e se desiludiu, gente que votou na Dilma, gente que votou na Dilma e está decepcionado com o seu governo. Gente que não pode pôr em dúvida a integridade da presidente Dilma Rousseff.  Eu vejo, deste palanque, gente da minha geração, que viveu 31 de março de 64, mas vejo sobretudo uma imensa juventude que não era então nem nascida, mas conhece a historia do Brasil. Estou aqui para agradecer a vocês que me animam a acreditar que não, de novo não”.
Chico, como é que vou dizer que não suspirem pelo nosso delicado herói da verdade e da simplicidade, se eu mesmo suspiro?


RECADO:

CANTADAS-EM-TEMPOS-DE-CRISE