sábado, 5 de março de 2016

247 – Na noite de ontem, depois de encontro com a presidente Dilma Rousseff, em Brasília, o governador do Ceará, Camilo Santana, publicou o texto abaixo, em solidariedade ao ex-presidente Lula:
Por Camilo Santana
Governador do Ceará

Acabo de sair de uma longa reunião de governadores com a presidenta Dilma, onde  tratamos de assuntos de interesse dos estados.

Não poderia deixar de expressar aqui minha solidariedade ao ex-presidente Lula e à sua família, que passaram por um constrangimento público injustificado no dia de hoje. Sou um defensor intransigente da democracia e do respeito às leis. Tenho absoluta convicção de que qualquer país só é forte se as suas instituições e os direitos constitucionais forem respeitados e sólidos.
Mas, o que temos visto nos últimos dias são alguns episódios preocupantes de agressão ao estado de direito. Depois de vazamentos seletivos de suposta delação premiada atingindo a presidenta Dilma e o ex-presidente Lula, o país foi surpreendido hoje por uma ação espetaculosa, com o aparente objetivo de desestabilizar o país.
O mandado de condução coercitiva do ex-presidente, que tem prestado seguidos esclarecimentos à Justiça, inclusive sobre o processo em questão, soa arbitrário, constrangendo uma figura pública que se notabilizou no mundo inteiro, como o presidente que mais contribuiu para a redução da desigualdade social em um país.
Vivemos uma jovem democracia. Lutamos muito para conquistá-la e não iremos permitir, jamais, que as coisas sejam resolvidas em nosso país através da arbitrariedade.

ATÉ PARECE BRINCADEIRA !

8-SU

Como se fabrica um Moro, por Nilson Lage

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O segredo do bom professor é a paixão e em lugar algum isso fica mais evidente do que nas escolas de Direito.
Acomodados a viver em um mundo torto, os mestres – juízes e desembargadores – projetam sobre as turmas seus sonhos de refazimento das sociedades por via da lei. Transmitem aos jovens a imagem do que gostariam de ter sido e de ter feito.
(Como se sabe, Direito é ideologia estratificada, codificada e criticada: a lei se curva à realidade, mas não é assim que parece a quem por longo tempo veste a toga e se chama “meritíssimo”).
Os alunos acreditam. Fazem fé. Alguns dos melhores prestam concursos; diploma fresquinho, tornam-se eles mesmos juízes e se dispõem a pôr em prática o discurso dos mais velhos. Conjugando no passado o chavão, “magister dicet” (o Mestre disse) ou “dicebat” (dizia).
Junte-se a isso um tanto de provincianismo, o sal da vaidade, talvez o resíduo familiar do ideal fascista de uma “revolução corporativa”: fabrica-se um Moro.
Como projeta os sonhos de alguns no topo da hierarquia judiciária, o rapaz de mente brilhante acumula poder. Como serve a interesses poderosos, torna-se deles um bom instrumento.
Alavanca de golpe de Estado, talvez não tenha, ou não tenha tido, consciência disso. O jovem galgo, escreveu um comentarista chinês, não mede a distância de seu pulo. Nem mesmo sabe o que o leva ao impulso de pular.
No entanto, seu gesto agita o povo, que é manso e se move em ondas previsíveis, como os oceanos.
No entanto, tal como nos maremotos, às vezes levanta-se por quase nada.
Nos mares e nas massas humanas, os fenômenos são caóticos, do tipo daquele em que as asas de uma borboleta no Brasil causam tornados no Texas.
Daí, pode ser que o povo se desespere no luto pelo cadáver de um homem de que, na véspera, se diziam horrores.
Ou pela humilhação de outro, que com o povo tanto se parece.

VEJAM SÓ

1-RODRIGO

Glória para Moro, vergonha para o Brasil. Temos um delegado da roça dos anos 50 no poder


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É o dia de glória de Sérgio Moro.
Com toda a cobertura legal que se autoconcede, conseguiu, numa simples vara judicial, mais do que conseguiria se dispusesse, como na frase célebre, “dos seus capangas lá do Mato Grosso”.
Meter um ex-presidente da República num camburão da política.
“Manda buscar aquele sem-vergonha e traz para a delegacia”.
E com requintes de máximo constrangimento: sexta-feira, bem cedo, bem na hora para as edições da Veja e da Época fazerem suas capas.
Porque é preciso quebrar a alma do cidadão, pretendendo humilhá-lo diante de todos.
Sérgio Moro, apontado como paladino da Justiça, é seu pior violador, porque usa a toga para tirar-lhe das mãos a balança, o equilíbrio, a ponderação.
Não fosse o fato de termos uma imprensa que age como um aparelho golpista e antidemocrático, Moro nem sequer estaria respondendo por seus atos, porque jamais teria coragem de praticá-los.
Por que conduzir aparatosamente alguém para depor  jamais foi chamado por seu tribunal a isso?
Por que, sobretudo, quando o ex-presidente acabara de ter uma ordem judicial que o protegia deste abuso mas que, como dizem os jornais “só valia para São Paulo”?
É simples.
Por que não é a prudência quem lhe guia os atos, como compete a um magistrado, mas a obsessão de poder.
Não este poder corrupto, desprezível, fisiológico que se obtém junto à malta, pelo voto.
O poder obtido pelo uso ilegítimo da autoridade judicial, em flagrante simbiose com o que há de mais autoritário e corrupto no Brasil: o seu sistema de comunicação.
Durante mais de dois anos, dedicou-se com afinco a isso, desde que conseguiu, usando o ladrão que mandara soltar – Alberto Youssef – inflitrar-se nas podridões havidas na Petrobras, claro que a partir de certa data, apenas.
E, reconheça-se, não o fez às escondidas, chegando a publicar todos os passos do projeto de demolição das estruturas que esperava alcançar em seus ensaios sobre a operação Manu Politi italiana, embora já nos falte aqui um Berlusconi.
Teve ajuda, é claro.
A mais importante delas, depois dos meios de comunicação, a ilusão do “Brasil de Todos”, que julgou que o controle remoto, as “instituições republicanas” e o equilíbrio dos homens e mulheres aos quais conduziu ao comando do Judiciário zelariam pelo equilíbrio do país.
Os versos, que não sendo dele, atribuem-se a Brecht – “um dia, vieram buscar os judeus, como eu não era judeu, não protestei…” – casam à perfeição com o que se passa no Brasil.
Curitiba imita a Baviera e, graças a esta inação, encontra a nação perplexa e a esquerda exangue.
Os tribunais, ah, os tribunais…Cunha, com todas as provas e documentos de favorecimento pessoal que existe não foi levado a depor à força, com ou sem “japonês”.
Há mil razões para uma democracia transformar-se numa ditadura, onde impera o arbítrio.
E nenhuma razão para que valentes se transformem em covardes e o aceitem.
É o dia de gl´ria para Moro e o dia da vergonha para a Justiça brasileira.

TEM CADA UMA !

IDIOTA

O “mau passo” de Moro

fascio
Talvez por ser muito jovem, o Dr. Sérgio Moro tenha acreditado que o mundo real é igual ao mundo que a mídia constrói.
Sim, parece muito, mas não é.
Animado pelo bombardeio da “Operação Choque e Terror” dos meios de comunicação, fez seu lance mais ousado, embora não ao ponto que, intimamente, desejava.
Foi aquém do que queria, mas além do que devia.
Um depoimento civilizado de Lula e, até, uma medida de força, a de busca e apreensão no seu Instituto teriam desgastado mais o ex-presidente sem, contudo, permitir a reação de alguém que é vítima de uma violência travestida de rigor legal.
Mas Moro acreditou que podia mais, ainda que não tinha forças para o ato final: a prisão de Lula e sua condução às masmorras de Curitiba, para dali só sair com a confissão que é a única chave a abrir aquela cadeia.
Jogou com os conceitos mentais que cultiva – e que a mídia faz vicejar – de que a “meia-prisão”, representada pela “coação coercitiva” (já de si, um absurdo, que deixo para o juristas comentarem) seria a desmoralização, a execração social, a qual multidões de “coxinhas” sairiam as ruas para comemorar.
E seria isso mesmo o que qualquer marqueteiro – ele poderia até consultar o João Santana, que está ali, preso, à sua disposição – ou analista da grande imprensa lhe diria. A pesquisa, fresquinha, do Datafolha estava à mão para confirmar a conclusão: só 15 ou 20% achavam que Lula não tinha culpa no cartório.
O que deu errado, porém, e fez do todo poderoso juiz dar um tiro no pé e, aparentemente, ter despertado a primeira reação capaz de fazer a mídia gaguejar e o “sequestro” – é o nome que merece a condução injustificada por policiais, ainda que por ordem judicial  arbitrária – voltar-se contra o sequestrador, sempre aplaudido?
Sérgio Moro é um homem descolado da realidade social.  É natural que assim seja, ao se tornar juiz com apenas 24 anos, um dos giudici ragazzi nos quais confessadamente se inspira em seu delírio de uma Operação Mãos Limpas tropical.
É, no voluntarismo próprio dos que acham que basta um homem honrado, duro e implacável para mudar o mundo, um destes que crê que as massas servem para uivar de prazer diante da destruição dos “inimigos da moral” e as reduz àquilo a que as conduzem.
O Dr. Moro não é capaz de compreender que existe um processo social que, embora conformado ao leito que lhe desenham os meios de comunicação, o mais poderoso aparato de controle social, é um rio profundo e suas reações podem fazer com que rompa as barreiras com as  quais se pretende canalizá-lo.
O povo, aparentemente tolo e dirigível, tem suas profundezas.
É por isso que ontem Moro deu seu mau passo.
Tocou no apego à democracia que remanesce no Brasil, tocou na única identidade política que sobreviveu à entrada do século 21.
Pessoas neutras e até críticas – e com muitas razões – ao PT se chocaram com a violência de seu ato e a prova disso é que já se percebe – finalmente! – reações no STF aos desbordamentos que ele pratica. (Observação en passant: não se iludam com a decisão de Rosa Weber, Moro é seu enfant gâté)
E fez muitas delas saírem de sua passividade.
Por incrível que pareça, até mesmo Lula saiu da passividade e partiu para o combate.
E as tropas transtornadas do impeachment e do “pixuleco”?
Tirando algumas dúzias de transtornados e  moleques pixadores de São Paulo, não apareceram para a esperada “festa nas ruas”.
A semana será de uma tentativa desesperada de criar fatos novos e de mobilização para as manifestações do dia 13.
Não parece, porém – salvo se Lula não seguir com a disposição demonstrada ontem – que vá sair conforme o planejado.
Moro errou e seu erro pode ter sido o início do fim de seu delírio de poder.
Os golpes, embora se desenvolvam lenta e progressivamente, têm muito mais chances quando se desfecham rápida e decididamente.
Do contrário, o que parecia morto vive e desperta com uma força insuspeitada.
Se isso se fez até com um cadáver, como o de Vargas, que dirá com um morto muito vivo, como é Lula.

HUMOR:

MACHINA

Marco Aurelio Mello, do STF, sobre Moro: amanhã fará um “paredão”?

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Da Folha, a opinião de Marco Aurélio Mello, Ministro do Supremo. sobre o mandado de condução coercitiva de Sérgio Moro contra Lula.
Duas observações.
A primeira: percebam o que o atropelo de Moro está fazendo com setores nada alinhados ideologicamente com a esquerda.
A segunda: muito bom, resta saber até quando um juiz de província vai atropelar, no grito da mídia, os poderes da República?
Leia o texto:
O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Marco Aurélio Mello fez críticas contundentes à decisão do juiz Sergio Moro de conduzir coercitivamente o ex-presidente Lula para depoimento.
“Condução coercitiva? O que é isso? Eu não compreendi. Só se conduz coercitivamente, ou, como se dizia antigamente, debaixo de vara, o cidadão de resiste e não comparece para depor. E o Lula não foi intimado”, afirma ele.
O ministro diz que “precisamos colocar os pingos nos ‘is’. Vamos consertar o Brasil. Mas não vamos atropelar. O atropelamento não conduz a coisa alguma. Só gera incerteza jurídica para todos os cidadãos. Amanhã constroem um paredão na praça dos Três Poderes.”
A Folha conversou com outro magistrado do STF que concorda com a opinião de Mello, embora prefira não se manifestar publicamente.
Mello ironiza o argumento de Moro e dos procuradores de que a medida foi tomada para assegurar a segurança de Lula.
“Será que ele [Lula] queria essa proteção? Eu acredito que na verdade esse argumento foi dado para justificar um ato de força”, segue o magistrado. “Isso implica em retrocesso, e não em avanço.”
O fato de se tratar de um ex-presidente agravaria a situação, segundo ele.
Para Mello, o juiz Moro “estabelece o critério dele, de plantão”, o que seria um risco. “Nós, magistrados, não somos legisladores, não somos justiceiros.”
O ministro afirma ainda: “Se pretenderem me ouvir, vão me conduzir debaixo de vara? Se quiserem te ouvir, vão fazer a mesma coisa? Conosco e com qualquer cidadão?”
Ele segue: “O chicote muda de mão. Não se avança atropelando regras básicas”.

É MUITA CULTURA PARA UMA PESSOA SÓ!!!

LIVRO-DA-VALESCA

Fernando Morais a Moro: quer saber das palestras de Lula no exterior? Pode me perguntar, eu estava lá

palestras
Fantástica correspondência do jornalista e escritor Fernando Morais ao juiz Sérgio Moro, prontificando-se a depor sobre as palestras de Lula no exterior, objeto das !investigações da S.., digo, da Força Tarefa da Lava Jato:

Meritíssimo Juiz Sérgio Fernando Moro MD Titular da 13ª Vara Criminal Federal
Bairro Ahú
Curitiba – Paraná
Senhor Juiz:
Na manhã de hoje tive a oportunidade de assistir à entrevista coletiva concedida pelos procuradores do Ministério Público de Curitiba. Deixaram-me a clara impressão de que suspeitam que as palestras realizadas pelo ex-presidente Lula tenham sido uma fachada para encobrir o recebimento de recursos de origem escusa.
Há alguns anos venho acompanhando o ex-presidente em suas viagens pelo Brasil e exterior para levantar informações para o livro que estou escrevendo sobre um período de sua vida pública. Logo descobri que os aviões eram um ótimo local para meu trabalho: sem interrupções de telefonemas, agendas e visitas, eu podia passar horas tomando seu depoimento – lembro-me de um voo de mais de vinte horas de duração.
Acredito tê-lo acompanhado em mais de dez viagens internacionais. De memória, lembro-me de ter estado com o ex-presidente no México, Portugal, África do Sul, Moçambique, Etiópia, Índia, Alemanha, França, Espanha e Cuba.
Em todos os casos ele realizou, sim, as palestras para as quais havia sido contratado. Em alguns dos referidos países, mais de uma. Eu o seguia da hora em que acordava até quando se recolhia para dormir. Assisti a todas as palestras e testemunhei todas as audiências que ele concedeu a artistas, autoridades, sindicalistas e empresários locais. Em nenhum momento ele pediu que eu me retirasse para que pudesse conversar privadamente com alguém – o que seria absolutamente natural.
Trago o assunto à baila por uma única razão: sou testemunha da lisura e do comportamento ético que norteou as viagens do ex-presidente Lula ao exterior – e de que ele de fato proferiu as palestras agora colocadas sob suspeição. Nesse sentido, coloco-me à disposição desse Juízo Federal para oferecer meu depoimento, o qual, estou certo, contribuirá para a elucidação dos fatos sob investigação.

HUMOR DE VERDADE

eike

A “República do Galeão” e a de “Congonhas”. Em lugar de coronéis, só meganhas golpistas

galeao
Agosto de 1954.
Todo mundo sabe o que se passou ao final.
O crime contra o major Rubens Vaz aconteceu. E, sim, havia culpados dentro do Governo.
E não havia uma prova sequer contra Getúlio Vargas, inocente e golpeado pelas costas.
Mas tudo era feito para levá-lo – e muitos foram levados antes – à “República do Galeão”, onde oficiais udenistas tudo podiam e tudo faziam.
Não conseguiram, porque antes que o fizessem, Vargas usou a arma que ninguém poderia lhe tomar: a própria vida.
A ironia histórica de terem conduzido Lula a depor em Congonhas, outro aeroporto, termina por aí suas semelhanças.
É obra de civis, covardes, simples meganhagem que é apenas a caricatura das Forças Armadas,  como caricatura é do Judiciário.
Se havia contra Lula o suficiente para ouvi-lo como investigado, bastaria chamá-lo.
E tiveram medo de prendê-lo, porque sabem que nada têm que o justifique. (Aliás, a esta altura, vasculha-se todo o recolhido em sua casa e escritório para ver se “arranjam” algo).
É a atitude típica dos covardes: agir com espalhafato.
Mesmo as pessoas com mais restrições ao PT e a Lula perceberam, nesta atitude de Moro, do MP e da PF um grau de arbítrio e exploração inadmissível.
Mais do que qualquer um poderia fazê-lo, vão despertar uma onda de simpatia ao ex-presidente que vai se avolumar como se avolumou, à época, a ressurreição política de Getúlio.
Se, e parece que vai ser assim, Lula continuar no tom que, agora, está autorizado a usar contra esta gente.
Há meses o querem fazer de criminoso.
Hoje, porém, revelaram que ele é vítima.

RECADO

WHATSAPP

Lula samba e sapateia na Globo. “Me emprestem o triplex de Paraty”.Ouça

entrevistalulafoto
A fala de Lula, após o depoimento dado à Polícia Federal, é para ser repetida dois trilhões de vezes.
Os “bonitões e bonitonas” da televisão e dos jornais vão ficar no “não respondeu às questões objetivas”.
Talvez, quem sabe, como registra a Folha terem indagado no depoimento, sobre os pedalinhos, ou sobre os vinhos que ganhou como Presidente, ou sobre o apartamento que “é seu, embora não seja”.
Aliás, nenhum deles perguntou ou refletiu sobre a necessidade da aparatosa operação bélica destinada a levá-lo à “República de Congonhas” (leia no próximo post).
Lula entrou no ponto que interessa: a política.
Porque é nisso que, a partir de certo ponto, a Lava Jato se tornou.
Uma operação político-midiática de assalto ao poder sem voto.
E acertou em seus dois condottieri: Sérgio Moro e a Globo.
A menção ao prêmio “Faz Diferença” recebido por Moro e ao triplex de Paraty mostraram que Lula está ciente de onde vêm as coisas.
A ofensiva política, claro, tem de ser seguida de uma ofensiva judicial.
Agora há pouco um advogado chamado para participar dos comentários da Globonews foi rapidamente calado quando caiu na “besteira”  de dizer que houve cerceamento de defesa, porque os advogados de Lula não tiveram acesso às investigações sobre o ex-presidente.
Não vem ao caso.
PS. reproduzo o áudio da fala de Lula. Conseguindo o video, colocarei no ar.

sábado, 27 de fevereiro de 2016

PARECE ATÉ PIADA!

CLIMAO

Ajudando os tucanos e Gilmar: vejam o portfólio da empresa que dizem ser “fachada” do PT

marianapromocional
Este Google é mesmo um “caça-hipocrisia”.
O PSDB pediu e Gilmar Mendes pressurosamente atendeu, a abertura de investigações sobre “empresas [que] aparentam ser ‘de fachada’” contratadas para fornecer produtos e serviços na campanha de Dilma Roussef.
O pedido foi feito dentro da prestação de contas do PT, da qual Mendes é relator. As empresas citadas pelo PSDB são: Mariana Produtos Promocionais Ltda, Rede Seg Gráfica e Editora, Vitor H G de Souza Design Gráfico ME, Marte Ind. e Com. de Artefatos de Papéis Ltda, Francisco Carlos de Souza Eirelli e Door2Door Serviços Ltda e DCO Informática.
Como os leitores do Tijolaço estão seguindo nossa disposição de ajudar a esclarecer a verdade – como estamos fazendo com a mansão de os Marinho dizem não ser deles – um dos amigos deste blog já partiu para procurar indícios da “fraude” apontada pelos tucanos, à qual Gilmar Mendes usa para mandar fuçar as contas da campanha.
E olhem o que encontrou no site de agregação de informações de empresas Trade Nosis: um mostruário de produtos da Mariana Produtos Promocionais Ltda, contendo uma bandeirinha do Lula e…um avental do PSDB!
Será que isso vem ao caso, Dr. Gilmar?

NÃO SABIA DESSA NOVA DESCOBERTA!

TV-AO-VIVO

Inquérito vai apurar o caso “Fernando Brasif Cardoso”

brasifcardoso
Surpreendentemente, o Ministério da Justiça anuncia que a Polícia Federal abrirá inquérito sobre as supostas remessas de dinheiro de Fernando Henrique Cardoso para empresa tão amiga que mereceria incorporar-se a seu nome: Fernando Brasif Cardoso.
Não haveria nada de errado – muito ao contrário –  em que FHC enviasse dinheiro ao exterior para manter seu até então suposto filho.
É só fazer uma ordem de pagamento internacional, operação legítima e acessível a qualquer pessoa que tenha conta bancária.
Portanto, se Fernando Henrique o fez, nada mais fácil de comprovar: bastam os registros bancários pessoais.
Só que nestes não existem as transferências e o contrato furreco de prestação de serviços de Mirian à Brasif não resiste a um peteleco.
Em si, uma mixórdia.
Mas um tapa na hipocrisia reinante que quer incriminar um ex-presidente por uma churrasqueira e um par de pedalinhos.
Bem ao nível em que colocaram este país: o de fofocas moralistas, com trocadilho.
Lembrem-se, porém, que a Al Capone se fisgou pelo Imposto de Renda.
Francamente, pelos precedentes do nosso ministro da justiça (assim, sem maiúsculas)  mais parece que se trata de uma “cobertura” para um “republicanismo” farisaico.
Mas, estes processos, quando se põem em marcha, são imprevisíveis.
Nunca pensei que o jornalismo político fosse virar redação da “Caras”.
E foi a elite – fina, culta, engomadinha – que nos levou a este clima de vila de subúrbio, que conheci de viver.
Garanto que se houver alguém com coragem de dizer “chega!” a esta lameira, será ouvido.
O povo brasileiro, em meio a suas carências, problemas e dificuldades, está louco para que alguém reaja a isso.

RECADO PARA UMA CANTORA IDIOTA

LUDMILLA

A resposta do Tijolaço à Globo


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Enviei o seguinte e-mail à Globo, da mesma forma que recebi sua notificação.
Senhor João Roberto Marinho.
Recebi com atraso, por ter sido feita por e-mail “fale conosco” e se desviado para a caixa de “spam”, a comunicação de Vossa Senhoria. Com o noticiário sobre a notificação a outros blogs, pedi para verificar e a mesma, encontrada, foi imediatamente publicada, a guisa de direito de resposta que este blog não se recusou, não se recusa e não se recusará a conceder, de plano, a qualquer pessoa.
Assim, creio ter sido atendido o “pedido de retificação” feito por V. Sa. e, a seguir, como solicitado, em cada matéria, será colocado um link para a publicação integral da missiva enviada.
Bem assim, fica desde já o blog à disposição para qualquer esclarecimento que deseje o senhor oferecer à opinião pública, embora com microscópico alcance perto do império de comunicação que V.Sa. dirige.
Quanto à relação entre a mansão citada e a Família Marinho, certamente não há de desconhecer V. Sa. que foi noticiada pela prestigiosa Bloomberg, em 7 de março de 2012, sob o título “Brazil’s Rich Show No Shame Building Homes in Nature Preserves“e nos seguintes termos:
Heirs to Roberto Marinho, who created Organizacoes Globo, South America’s biggest media group, built a 1,300-square-meter (14,000-square-foot) home, helipad and swimming pool in part of the Atlantic coastal forest that by law is supposed to be untouched because of its ecology.
E, a seguir, na mesma reportagem:
Modernist Home
That’s the case with the Marinho media family. The Marinhos broke environmental laws by building a 1,300-square-meter mansion just off Santa Rita beach, near Paraty, says Graziela Moraes Barros, an inspector at ICMBio.
Without permits, the family in 2008 built a modernist home between two wide, independent concrete blocks sheathed in glass, Barros says. The Marinho home has won several architectural honors, including the 2010 Wallpaper Design Award.
The Marinhos added a swimming pool on the public beach and cleared protected jungle to make room for a helipad, says Barros, who participated in a raid of the property as part of the federal prosecutors office’s lawsuit against construction on the land.
“This one house provides examples of some of the most serious environmental crimes we see in the region,” Barros says. “A lot of people say the Marinhos rule Brazil. The beach house shows the family certainly thinks they are above the law.”
Ao que se tenha notícia, o referido texto, em publicação internacional de renome e alcance não mereceu a preocupação que, como é de seu direito, foi manifestada sobre este blog, de representar ” ofensa ao notificante e aos demais integrantes da família Marinho”.
Assim como nas inúmeras republicações que tal texto recebeu, total ou parcialmente, no UOL/Folha (Revista acusa família Marinho e Camargo Correa de construir mansões em áreas de preservação, em 18 de março do mesmo ano) ou a CartaCapital, de 15 de março, (RJ: Milionários destroem mata nativa com mansões).
As demais conexões partiram, claro, da razoável compreensão, ante a inação descrita (mormente de uma imensa empresa de comunicação, que monitora continuamente sua imagem pública)  de que a ligação entre a proprietária formal da casa – a Agropecuária Veine e de sua controladora Vaincre LCC – seria, de fato, uma ligação com quem lhe foi apontado como proprietário real e, mesmo dispondo de todos os meios para fazê-lo, não esclareceu que, como afirma em seu texto, que “a casa em questão e as empresas citadas na matéria não pertencem, direta ou indiretamente, ao notificante ou a qualquer um dos demais integrantes da família Marinho”.
Aliás, se me permite tratá-lo como colega jornalista  – e foi em O Globo que dei meus primeiros passos na profissão, em 1978 – tomo a liberdade – quem sabe a ousadia – de sugerir que as emissoras de TV, rádio, sites e jornais de suas Organizações, então, produzam, com os meios abundantes e o profissionalismo que reconheço em seus colaboradores, uma apuração sobre quem, afinal, é o proprietário ou usufrutuário daquela joia arquitetônica que, desafortunadamente, invadiu área de preservação ambiental e privatizou uma praia antes pública, em  que pese ser remota.
Sei que o tema ambiental é caro às suas Organizações e cito como exemplo a reportagem Construções irregulares avançam em 25 ilhas de Paraty, em O Globo, quando a referida construção já havia sido repetidamente multada e tinha ordem até de demolição mas que, certamente num lapso, não foi uma das irregularidades abordadas.
É uma imperdível oportunidade de sanear aquela omissão, naturalmente involuntária.
Creio que se estará, assim,  prestando um serviço público de alta relevância ao revelar quem, afinal, se oculta sob uma agropecuária para empreender uma edificação de altíssimo luxo. Este blog se comprazerá de aplaudir a ação cidadã das Organizações Globo em mostrar ao povo brasileiro quem, de fato, se aproveita daquele templo no paraíso.
Sempre à disposição para qualquer pedido de esclarecimento, fica um e-mail onde se poderá fazer de imediato qualquer contato que, com prazer e interesse público, será aqui imediatamente atendido. 
Permita-me, à guisa de conclusão, citar um ditado gaúcho – convivi muito com um deles e absorvi seus traços de honra e dignidade: “a luta não nos quita a fidalguia”.

AVISO:

aviso

Investigação na Gerdau é terreno minado para Aécio, FHC e tucanos

gerdau
Dou um doce se não acabar em dias a ideia de que a Operação Zelotes possa ser uma “Lava Jato 2- A sonegação“.
Mesmo com a “boca-torta” da imprensa, hoje,  insinuando-quase-afirmando ligações entre Jorge Gerdau Johannpeter e o Governo Dilma.
Verdade, mas verdade também que Gerdau tem ligações – e bem mais fortes e antigas – com o PSDB e não teve nenhum problema em comparecer a eventos promovidos para apoiar Aécio Neves  em 2014, além de abrir as burras ao candidato tucano, como aliás é sua tradição há décadas.
Não é a primeira vez que fazem isso e o Tijolaço já desmontou a armação  provando que Aécio recebeu exatamente o mesmo que a campanha de Dilma ( R$ 5 milhões) e Eduardo Campos/Marina Silva apenas um pouco menos (R$ 4 milhões).
O “Dr. Jorge”, como é reverencialmente chamado pelos políticos, irriga praticamente todos os partidos. Era seu direito, quando as doações privadas eram permitidas.
Mas tem suas preferências pessoais, assim como as tinham e não esconderam Marcelo Odebrecht e André Esteves.
E esta preferência era claríssima, manifestada em encontros de empresários peso-pesado em favor de Aécio Neves e  Geraldo Alckmin, sob a “presidência” de Fernando Brasif Cardoso e tendo como animador João Dória Júnior, o candidato do Celebridade, seu cabo eleitoral remunerado para ensinar-lhe onde fica Guaianazes.
Idem no fato de ser co-fundador (e financiador) do Instituto FHC e do Millenium.
É, portanto, manobra de altíssimo risco mexer com o “Doutor Jorge”.
Como ex-praticante de hipismo – como seu filho, André, medalhista olímpico neste  esporte e ontem levado a depor na PF – sabe bem o que usar  quando a montaria não lhe é dócil às rédeas.

DICA

BELADICA