Conforme fotos acima, o aniversariante FERNANDO recebeu do colega DUDA o seu cd personalizado, intitulado: "O Gosto Musical de Fernando", contendo a seguinte relação de músicas:
1)-Viagem (Emílio Santiago);
2)-Luiza (Tom Jobim);
3)-O Trenzinho Caipira (Edu Lobo e Boca Livre);
4)-Tristeza do Zeca(Almir Sater);
5)-Ela Faz cinema(Chico Buarque);
6)-Sinal Fechado(Paulinho da Viola);
7)-Alegre Menina (Djavan);
8)-Your Song (Elton John);
9)-Like a Rolling Stone (Bob Dylan);
10)-Whant a Wonderful World (Louis Armstrong);
11)-Let me tray again (Frank Sinatra);
12)-If not for you (Rod Steward);
13)-Nobody told me (John Lennon);
14)-Who'll stop the rain (John Foger)
A TURMA DE AMIGOS DO CRATO NA INTERNET! SÁBADO, 15 DE JANEIRO DE 2022 E-MAIL:ROMULOCRATO@GMAIL.COM)
domingo, 26 de agosto de 2012
ANIVERSÁRIOS DE 2012 DE FERNANDO E RENATO-Entrega de Presentes à Renato
Conforme fotos acima, o aniversariante RENATO recebeu do colega MARCO os seguintes presentes:
- um DVD musical do cantor PAULINHO DA VIOLA;
- um CD musical da cantora ROBERTA SÁ(Prá se ter alegria)
- um DVD musical do cantor PAULINHO DA VIOLA;
- um CD musical da cantora ROBERTA SÁ(Prá se ter alegria)
ANIVERSÁRIOS DE 2012 DE FERNANDO E RENATO: Entrega de Presentes à Fernando
Conforme fotos acima, o aniversariante FERNANDO recebeu do colega JÚNIOR os seguintes presentes:
- um DVD musical do cantor PAUL McCARTNEY (Live in Canada);
- um CD musical do artista DORIVAL CAYMMI
- um DVD musical do cantor PAUL McCARTNEY (Live in Canada);
- um CD musical do artista DORIVAL CAYMMI
ANIVERSÁRIOS DE 2012 DE: FERNANDO E RENATO-Prestação de Contas
Relação de Despesas:
1)-Pagamento de Jantar à Sirla/Belmonte................................................R$ 75,00
2)-Pagamento de 100 salgados na doce festa..........................................R$ 28,00
3)-Compra de 2 DVDs nas Lojas Americanas para presentes..................R$ 34,98
4)-Compra de 2 CDs nas Lojas Americanas para presentes.....................R$ 19,98
5)-Compra de 2 CDs virgens para CDs PERSONALIZADOS................R$ 2,40
6)-Confecção/Impressão de 2 CAPAS p/cds personalizados....................R$ 5,00
Total Geral.................................................R$ 165,36
1)-Pagamento de Jantar à Sirla/Belmonte................................................R$ 75,00
2)-Pagamento de 100 salgados na doce festa..........................................R$ 28,00
3)-Compra de 2 DVDs nas Lojas Americanas para presentes..................R$ 34,98
4)-Compra de 2 CDs nas Lojas Americanas para presentes.....................R$ 19,98
5)-Compra de 2 CDs virgens para CDs PERSONALIZADOS................R$ 2,40
6)-Confecção/Impressão de 2 CAPAS p/cds personalizados....................R$ 5,00
Total Geral.................................................R$ 165,36
quarta-feira, 22 de agosto de 2012
ANIVERSÁRIOS DE RENATO e FERNANDO
Neste próximo sábado (dia 25-08-2012), a CONFRARIA DO ZÉ PAJÉ irá comemorar os aniversários de RENATO e FERNANDO. Todos os componentes estão convidados.
domingo, 19 de agosto de 2012
ANIVERSÁRIO DE MARCO DE 2012: Introdução
Conforme foto do cartaz acima, neste último sábado (dia 18-08-2012), a confraria do zé pajé comemorou o aniversário de MARCO PEREIRA. Além dos participantes presentes a este evento (conforme fotos abaixo), o colega ERINALDO também se fez presente a essa maravilhosa comemoração.
ANIVERSÁRIO DE MARCO DE 2012: Cd Personalizado
Conforme fotos acima, o aniversariante MARCO recebeu do colega NAILTON o seu cd personalizado, intitulado: "O gosto musical de Marco", contendo a seguinte relação de músicas:
1)-Telegrama (Zeca Baleiro);
2)- A Massa (Raimundo Sodré);
3)-Sá Marina (Wilson Simonal);
4)-Partido Alto (Jorge Aragão);
5)-Flor de Lis (Djavan);
6)-Eva (Banda Eva);
7)-Garota Nacional (Skank);
8)-A Banda (Nara Leão);
9)-Tempos Modernos (Lulu Santos);
10)-Se o amanhã não fosse tão distante(Zé Ramalho e Geraldo Azevedo);
11)-Me Leve (Fagner);
12)-Leãozinho (Caetano Veloso);
13)-Meu caro amigo (Chico Buarque);
14)-O Show já terminou (Roberto Carlos).
1)-Telegrama (Zeca Baleiro);
2)- A Massa (Raimundo Sodré);
3)-Sá Marina (Wilson Simonal);
4)-Partido Alto (Jorge Aragão);
5)-Flor de Lis (Djavan);
6)-Eva (Banda Eva);
7)-Garota Nacional (Skank);
8)-A Banda (Nara Leão);
9)-Tempos Modernos (Lulu Santos);
10)-Se o amanhã não fosse tão distante(Zé Ramalho e Geraldo Azevedo);
11)-Me Leve (Fagner);
12)-Leãozinho (Caetano Veloso);
13)-Meu caro amigo (Chico Buarque);
14)-O Show já terminou (Roberto Carlos).
ANIVERSÁRIO DE MARCO DE 2012: Entrega de Presentes
Conforme fotos acima, o aniversariante MARCO recebeu do colega FERNANDO, os seguintes presentes:
- um DVD MUSICAL do cantor WANDO;
- um CD MUSICAL do cantor GILBERTO GIL
- um DVD MUSICAL do cantor WANDO;
- um CD MUSICAL do cantor GILBERTO GIL
ANIVERSÁRIO DE MARCO DE 2012: Prestação de Contas
1) Pagamento de Jantar à Sirla(Belmonte)......................R$ 70,00
2) Compra de 100 salgados na doce festa.......................R$ 28,00
3)compra de uma cartolina para cartaz......... .................R$ 0,40
4)compra de um DVD para presente..............................R$ 19,99
5)compra de um CD para presente.............. ..................R$ 9,99
6)confecção de capa para CD........................................R$ 2,50
7)compra de um CD VIRGEM......................................R$ 1,00
Total Geral........................................................R$ 131,88
2) Compra de 100 salgados na doce festa.......................R$ 28,00
3)compra de uma cartolina para cartaz......... .................R$ 0,40
4)compra de um DVD para presente..............................R$ 19,99
5)compra de um CD para presente.............. ..................R$ 9,99
6)confecção de capa para CD........................................R$ 2,50
7)compra de um CD VIRGEM......................................R$ 1,00
Total Geral........................................................R$ 131,88
quarta-feira, 15 de agosto de 2012
Aniversário de Marco Pereira
A confraria do Zé Pajé irá comemorar o aniversário de MARCO PEREIRA (foto acima) neste próximo sábado (dia 18-08-2012). Todos os componentes estão convidados.
domingo, 12 de agosto de 2012
ANIVERSÁRIO DE LEONARDO DE 2012: Introdução
Neste último sábado (dia 11-08-2012), a CONFRARIA DO ZÉ PAJÉ comemorou o aniversário de LEONARDO. Neste maravilhoso evento, compareceu os seguintes componentes:
1)-LEONARDO (aniversariante);
2)-RÔMULO;
3)-GEILSON;
4)-JOÃOZINHO;
5)-RENATO;
6)-JÚNIOR;
7)-LOPES;
8)-AÍRTON;
9)-BRASIL;
10)-NAÍRSON;
11)-ERINALDO
1)-LEONARDO (aniversariante);
2)-RÔMULO;
3)-GEILSON;
4)-JOÃOZINHO;
5)-RENATO;
6)-JÚNIOR;
7)-LOPES;
8)-AÍRTON;
9)-BRASIL;
10)-NAÍRSON;
11)-ERINALDO
ANIVERSÁRIO DE LEONARDO: Entrega de Presentes
Conforme foto acima, o aniversariante LEONARDO recebeu do colega RÔMULO os seguintes presentes:
- um DVD musical do grupo JOTA QUEST (ao vivo em Belo Horizonte);
- um CD musical do grupo BIQUINI CAVADÃO
- um DVD musical do grupo JOTA QUEST (ao vivo em Belo Horizonte);
- um CD musical do grupo BIQUINI CAVADÃO
Conforme foto acima, o aniversariante LEONARDO recebeu do colega LOPES o seu CD PERSONALIZADO, intitulado: O GOSTO MUSICAL DE LEONARDO, contendo a seguinte relação de músicas:
1)-Primeiros Erros (Capital Inicial);
2)-Pétalas (Djavan);
3)-Beleza Pura (Caetano Veloso e Maria Gadú);
4)-Alívio Imediato(Engenheiros do Hawai);
5)-Mistério do Planeta (Marisa Monte + Novos Baianos);
6)-Taxi Lunar (Grande Econtro);
7)-As dores do mundo (Jota Quest);
8)-Timedez(Biguini Cavadão);
9)-Fácil de entender (Jorge Vercilo);
10)-Lenha (Zeca Baleiro);
11)-Independência (Capital Inicial);
12)-A Lista (Oswaldo Montenegro);
13)-Pássaro de Fogo (Paula Fernandes);
14)Toda Forma de Poder (Biquini Cavadão)
ANIVERSÁRIO DE LEONARDO DE 2012: Prestação de Contas
Despesas com o aniversário de LEONARDO:
1)Compra de DVD para presente.......................................R$ 19,99
2)Compra de CD para presente...........................................R$ 9,99
3)Compra de CD virgem para CD PERSONALIZADO.......R$ 0,80
4)Compra de cartolina para CARTAZ..................................R$ 0,40
5)Compra de 100 salgados na DOCE FESTA.... ................R$ 28,00
6)Pagamento à SIRLA referente Jantar..............................R$ 75,00
Total Geral.........................................................................R$ 134,18
1)Compra de DVD para presente.......................................R$ 19,99
2)Compra de CD para presente...........................................R$ 9,99
3)Compra de CD virgem para CD PERSONALIZADO.......R$ 0,80
4)Compra de cartolina para CARTAZ..................................R$ 0,40
5)Compra de 100 salgados na DOCE FESTA.... ................R$ 28,00
6)Pagamento à SIRLA referente Jantar..............................R$ 75,00
Total Geral.........................................................................R$ 134,18
quarta-feira, 8 de agosto de 2012
Aniversário de Leonardo
A "Confraria do Zé Pajé" convida todos os componentes para comparecerem ao aniversário de LEONARDO(foto acima), que será comemorado neste próximo sábado (dia 11/08/2012).
Política: artigo muito sobre o "mensalão"
Saiu na Carta Maior:
TEXTO EXTRAÍDO DO SITE: CONVERSA AFIADA (DE PAULO HENRIQUE AMORIM)
MENSALÃO E JUDICIALIZAÇÃO DA POLÍTICA: A METÁFORA DA MESA
Atualmente perpassa, na maioria da mídia tradicional, uma forte campanha pela condenação dos réus do “mensalão”, apresentando-os como quadrilheiros da impureza política. Os réus do “mensalão” e o PT já estão condenados. Já foram condenados independentemente do processo judicial, que muito pouco acrescentará ao que já foi feito, até agora, contra os indivíduos e o partido, sejam eles culpados ou não, perante as leis penais do país. O artigo é de Tarso Genro.
Tarso Genro (*)
O grande legado da chamada “era Lula” não é o “mensalão”. Nem este é o maior escândalo da história recente do país. Se a compra de votos para a reeleição do Presidente Fernando Henrique Cardoso – que certamente ocorreu à revelia do beneficiário – tivesse a mesma cobertura insistente da mídia e se os processos investigativos tivessem a mesma profundidade das investigações do chamado “mensalão”, a eleição que sucedeu aqueles eventos poderia ter sido inclusive anulada e um mar de cassações de mandatos e de punições pela Justiça poderia ter ilustrado, ali sim, o maior escândalo institucional da República. Tratava-se da nulidade de um mandato presidencial, cuja viabilidade teria sido literalmente comprada.
Assim como o impedimento do Presidente Collor foi feito dentro do Estado Democrático de Direito, o processo do mensalão” também o foi. Isso é bom para o país e bom para a democracia. A compra de votos para a reeleição, porém, foi diluída em termos de procedimento penal e logo arquivada também politicamente. Naquela oportunidade a política não foi judicializada, consequentemente, não foi “midiatizada” e, como sabemos, na “sociedade espetáculo” de hoje o que não está na mídia não está na vida política.
O fato de que o Estado de Direito funcionou em todos estes casos não quer dizer que isso ocorreu de maneira uniforme. O tratamento não foi igual para todos os envolvidos. As ações e providências políticas no Estado de Direito refletem no espaço midiático de forma diversa e não cumprem finalidades meramente informativas. São “mercadorias informativas” cujo objeto não é promover necessariamente decisões judiciais perfeitas e justas, apenas passam o “olhar” dos detentores do poder de informar. A Justiça, como a renda, é sempre distribuída desigualmente, porque sobre a distribuição da Justiça e a distribuição de renda incidem fatores externos às suas normas de repartição ideal, que se originam da força política e econômica dos grupos envolvidos nos conflitos políticos.
O Estado Democrático de Direito é o melhor não porque ele é o Estado perfeitamente justo. O Estado de Direito é o desejável porque ele oferece melhores possibilidades de preservar direitos e acolher demandas e porque ele é a melhor possibilidade para preservar os direitos humanos e as liberdades públicas. O processamento dos réus do “mensalão” deve ser considerado, assim, como uma normalidade do Estado Democrático de Direito, mas o que não pode ser considerado como aceitável é o massacre midiático que já condenou os réus e condenou o PT e os petistas de forma indeterminada, antes do pronunciamento do STF. E isso não foi feito de maneira ingênua.
Vejamos porque isto ocorre. O grande legado da “era Lula” foi, além do início da mudança do modelo econômico anterior, o início de uma verdadeira “revolução democrática” no país, o que fez o seu governo ser tão combatido pela direita neoliberal, cujas posições refletem na maior parte da grande mídia, que é plenamente posicionada nos conflitos políticos e econômicos do país.
Mas o que é esta “revolução democrática”? Suponhamos que a democracia seja uma grande mesa onde todos, abrigados no princípio da igualdade formal, sentam-se para viabilizar seus interesses e disputar algo da renda socialmente gerada pelo trabalho social. Nesta grande mesa (resultado aqui no Brasil da Constituição Democrática de 88), entre a promulgação da Constituição e os governos FHC, todos sentavam nos lugares reservados por aquele ordenamento. Obviamente, porém, alguns sentavam em bancos mais elevados, viam toda mesa, observavam o que estava em cima dela para adquirir, para comprar, para “pegar” pela pressão ou pelo Direito. Conversavam entre si de maneira cordata, transitavam “democraticamente” os seus interesses, tendo na cabeceira da grande mesa os Presidentes eleitos.
Outros estavam sentados em bancos tão baixos que não viam o Presidente, não participavam do diálogo, não sabiam o que estava em cima da mesa. Não tinham sequer a quem se reportar em termos de exercício do seu poder de pressão. Estavam só formalmente na mesa democrática, sem poder e sem escuta. O que Lula promoveu foi apenas a correção da altura dos bancos, que agora permite aos trabalhadores, sindicalistas ou não, com as suas grandezas e defeitos, os “sem-terra” e “sem-teto”, os que não contavam nas políticas de Estado, os excluídos que não podiam ascender na vida (inclusive os grupos empresariais e setores médios que não tinham influência nas decisões do Planalto) verem o que sempre esteve em cima da mesa.
O simples fato de ver e dialogar permitiu que estes contingentes sociais passassem a disputar a posse de bens e uma melhor renda. A democracia em abstrato tornou-se um jogo mais concreto. Os governos Lula, assim, levaram a uma nova condição o princípio da igualdade formal, que começa pelo direito das pessoas terem a sua reivindicações apreciadas pelo poder, impulsionadas pelo conhecimento do que pode ser repartido e do que está “em cima” da mesa da democracia.
Isso foi demais. Significou e significa um bloqueio à ruína neoliberal que perpassa o mundo e, embora tenha sido um projeto também negociado com o capital financeiro, trouxe para a política, para o desejo de mudar, para a luta por melhorias concretas, milhões e milhões de plebeus que estavam fora do jogo democrático. Estes passaram a comer, vestir, estudar e reduzir os privilégios da concentração de renda.
A “plebeização” da democracia elitista que vigorava no Brasil é o fator mais importante do ódio à “era Lula” e do superfaturamento político do “mensalão”. Este é o motivo do superfaturamento, que pressiona o STF para que este não faça um julgamento segundo as provas, mas faça-o a partir de juízo político da “era Lula”, que cometeu o sacrilégio de “sujar” com os pobres a democracia das elites.
Para não entrar em debates mais sofisticados sobre Teoria Econômica, situo como premissa – a partir de uma ótica que pretende ser de grande parte da esquerda democrático-socialista – o confronto político sobre os rumos da sociedade brasileira, após a primeira eleição do Presidente Lula: de um lado, tendo como centro aglutinador os dois governos do Presidente Fernando Henrique, um bloco político e social defensor de um forte regime de privatizações, alinhamento pleno com os EEUU em termos de política global -inclusive em relação ao combate às experiências de esquerda na América Latina- com a aceitação da sociedade dos “três terços” (um terço plenamente incluído, um terço razoavelmente incluído e um terço precarizado, miserável ou totalmente fora da sociedade formal, alvo de políticas compensatórias), experiência mais próxima do projeto de sócio-econômico dos padrões neoliberais, que hoje infernizam a Europa; de outro lado, tendo como centro aglutinador os dois governos Lula, um bloco político e social que “brecou” o regime de privatizações, reconstruiu as agências financeiras do Estado (como Bndes, Banco do Brasil e Caixa Federal, para financiar o desenvolvimento), estabeleceu múltiplas relações em escala mundial -libertando o país da tutela americana na política externa- protegeu as experiência de esquerda na América Latina e desenvolveu políticas públicas de combate à pobreza, programas de inclusão social e educacional amplos, tirando 40 milhões de brasileiros da miséria, com pretensões mais próximas das experiências social-democratas, adaptadas às condições latino-americanas.
Estes dois grandes blocos têm no seu entorno fragmentos de formações políticas que ora se adaptam a um dos polos, combatem-se, ou fazem alianças pontuais sem nenhuma afinidade ideológica. Como também fazem alianças as direitas liberais com a extrema esquerda e o centro, ora com a esquerda, ora com a direita. Mais frequentemente estas alianças foram feitas para paralisar iniciativas dos governos Lula, que sobrevivem até o presente, como as políticas de valorização do salário-mínimo, as políticas de implementação do Mercosul, a política externa quando valoriza os governos progressistas latino-americanas e as políticas, em geral, de combate às desigualdades sociais e regionais.
Atualmente perpassa, na maioria da mídia tradicional, uma forte campanha pela condenação dos réus do “mensalão”, apresentando-os como quadrilheiros da impureza política. A mídia seleciona imagens e produz textos que já adiantam uma condenação que o Poder Judiciário terá obrigação de obedecer, pois “este é o maior escândalo de corrupção da história do país”, o que certamente começou com o Partido dos Trabalhadores e seus aliados no governo.
Os réus do “mensalão” e o PT já estão condenados. Já foram condenados independentemente do processo judicial, que muito pouco acrescentará ao que já foi feito, até agora, contra os indivíduos e o partido, sejam eles culpados ou não, perante as leis penais do país. O processo judicial, aliás, já é secundário, pois o essencial é que o combate entre os dois blocos já tem um resultado político: o bloco do Presidente Lula, em que pese a vitória dos seus dois governos, tornou-se – partir do processo midiático – um bloco de políticos mensaleiros, cujas práticas não diferem, no senso comum, de qualquer dos partidos tradicionais. Vai ser muito duro recuperar estas perdas. Mas elas serão recuperadas, pois o povo já se acostumou a ver o que está em cima da mesa da democracia e sabe que ali tem coisas para repartir.
(*) Governador do Estado do Rio Grande do Sul
Tarso Genro (*)
O grande legado da chamada “era Lula” não é o “mensalão”. Nem este é o maior escândalo da história recente do país. Se a compra de votos para a reeleição do Presidente Fernando Henrique Cardoso – que certamente ocorreu à revelia do beneficiário – tivesse a mesma cobertura insistente da mídia e se os processos investigativos tivessem a mesma profundidade das investigações do chamado “mensalão”, a eleição que sucedeu aqueles eventos poderia ter sido inclusive anulada e um mar de cassações de mandatos e de punições pela Justiça poderia ter ilustrado, ali sim, o maior escândalo institucional da República. Tratava-se da nulidade de um mandato presidencial, cuja viabilidade teria sido literalmente comprada.
Assim como o impedimento do Presidente Collor foi feito dentro do Estado Democrático de Direito, o processo do mensalão” também o foi. Isso é bom para o país e bom para a democracia. A compra de votos para a reeleição, porém, foi diluída em termos de procedimento penal e logo arquivada também politicamente. Naquela oportunidade a política não foi judicializada, consequentemente, não foi “midiatizada” e, como sabemos, na “sociedade espetáculo” de hoje o que não está na mídia não está na vida política.
O fato de que o Estado de Direito funcionou em todos estes casos não quer dizer que isso ocorreu de maneira uniforme. O tratamento não foi igual para todos os envolvidos. As ações e providências políticas no Estado de Direito refletem no espaço midiático de forma diversa e não cumprem finalidades meramente informativas. São “mercadorias informativas” cujo objeto não é promover necessariamente decisões judiciais perfeitas e justas, apenas passam o “olhar” dos detentores do poder de informar. A Justiça, como a renda, é sempre distribuída desigualmente, porque sobre a distribuição da Justiça e a distribuição de renda incidem fatores externos às suas normas de repartição ideal, que se originam da força política e econômica dos grupos envolvidos nos conflitos políticos.
O Estado Democrático de Direito é o melhor não porque ele é o Estado perfeitamente justo. O Estado de Direito é o desejável porque ele oferece melhores possibilidades de preservar direitos e acolher demandas e porque ele é a melhor possibilidade para preservar os direitos humanos e as liberdades públicas. O processamento dos réus do “mensalão” deve ser considerado, assim, como uma normalidade do Estado Democrático de Direito, mas o que não pode ser considerado como aceitável é o massacre midiático que já condenou os réus e condenou o PT e os petistas de forma indeterminada, antes do pronunciamento do STF. E isso não foi feito de maneira ingênua.
Vejamos porque isto ocorre. O grande legado da “era Lula” foi, além do início da mudança do modelo econômico anterior, o início de uma verdadeira “revolução democrática” no país, o que fez o seu governo ser tão combatido pela direita neoliberal, cujas posições refletem na maior parte da grande mídia, que é plenamente posicionada nos conflitos políticos e econômicos do país.
Mas o que é esta “revolução democrática”? Suponhamos que a democracia seja uma grande mesa onde todos, abrigados no princípio da igualdade formal, sentam-se para viabilizar seus interesses e disputar algo da renda socialmente gerada pelo trabalho social. Nesta grande mesa (resultado aqui no Brasil da Constituição Democrática de 88), entre a promulgação da Constituição e os governos FHC, todos sentavam nos lugares reservados por aquele ordenamento. Obviamente, porém, alguns sentavam em bancos mais elevados, viam toda mesa, observavam o que estava em cima dela para adquirir, para comprar, para “pegar” pela pressão ou pelo Direito. Conversavam entre si de maneira cordata, transitavam “democraticamente” os seus interesses, tendo na cabeceira da grande mesa os Presidentes eleitos.
Outros estavam sentados em bancos tão baixos que não viam o Presidente, não participavam do diálogo, não sabiam o que estava em cima da mesa. Não tinham sequer a quem se reportar em termos de exercício do seu poder de pressão. Estavam só formalmente na mesa democrática, sem poder e sem escuta. O que Lula promoveu foi apenas a correção da altura dos bancos, que agora permite aos trabalhadores, sindicalistas ou não, com as suas grandezas e defeitos, os “sem-terra” e “sem-teto”, os que não contavam nas políticas de Estado, os excluídos que não podiam ascender na vida (inclusive os grupos empresariais e setores médios que não tinham influência nas decisões do Planalto) verem o que sempre esteve em cima da mesa.
O simples fato de ver e dialogar permitiu que estes contingentes sociais passassem a disputar a posse de bens e uma melhor renda. A democracia em abstrato tornou-se um jogo mais concreto. Os governos Lula, assim, levaram a uma nova condição o princípio da igualdade formal, que começa pelo direito das pessoas terem a sua reivindicações apreciadas pelo poder, impulsionadas pelo conhecimento do que pode ser repartido e do que está “em cima” da mesa da democracia.
Isso foi demais. Significou e significa um bloqueio à ruína neoliberal que perpassa o mundo e, embora tenha sido um projeto também negociado com o capital financeiro, trouxe para a política, para o desejo de mudar, para a luta por melhorias concretas, milhões e milhões de plebeus que estavam fora do jogo democrático. Estes passaram a comer, vestir, estudar e reduzir os privilégios da concentração de renda.
A “plebeização” da democracia elitista que vigorava no Brasil é o fator mais importante do ódio à “era Lula” e do superfaturamento político do “mensalão”. Este é o motivo do superfaturamento, que pressiona o STF para que este não faça um julgamento segundo as provas, mas faça-o a partir de juízo político da “era Lula”, que cometeu o sacrilégio de “sujar” com os pobres a democracia das elites.
Para não entrar em debates mais sofisticados sobre Teoria Econômica, situo como premissa – a partir de uma ótica que pretende ser de grande parte da esquerda democrático-socialista – o confronto político sobre os rumos da sociedade brasileira, após a primeira eleição do Presidente Lula: de um lado, tendo como centro aglutinador os dois governos do Presidente Fernando Henrique, um bloco político e social defensor de um forte regime de privatizações, alinhamento pleno com os EEUU em termos de política global -inclusive em relação ao combate às experiências de esquerda na América Latina- com a aceitação da sociedade dos “três terços” (um terço plenamente incluído, um terço razoavelmente incluído e um terço precarizado, miserável ou totalmente fora da sociedade formal, alvo de políticas compensatórias), experiência mais próxima do projeto de sócio-econômico dos padrões neoliberais, que hoje infernizam a Europa; de outro lado, tendo como centro aglutinador os dois governos Lula, um bloco político e social que “brecou” o regime de privatizações, reconstruiu as agências financeiras do Estado (como Bndes, Banco do Brasil e Caixa Federal, para financiar o desenvolvimento), estabeleceu múltiplas relações em escala mundial -libertando o país da tutela americana na política externa- protegeu as experiência de esquerda na América Latina e desenvolveu políticas públicas de combate à pobreza, programas de inclusão social e educacional amplos, tirando 40 milhões de brasileiros da miséria, com pretensões mais próximas das experiências social-democratas, adaptadas às condições latino-americanas.
Estes dois grandes blocos têm no seu entorno fragmentos de formações políticas que ora se adaptam a um dos polos, combatem-se, ou fazem alianças pontuais sem nenhuma afinidade ideológica. Como também fazem alianças as direitas liberais com a extrema esquerda e o centro, ora com a esquerda, ora com a direita. Mais frequentemente estas alianças foram feitas para paralisar iniciativas dos governos Lula, que sobrevivem até o presente, como as políticas de valorização do salário-mínimo, as políticas de implementação do Mercosul, a política externa quando valoriza os governos progressistas latino-americanas e as políticas, em geral, de combate às desigualdades sociais e regionais.
Atualmente perpassa, na maioria da mídia tradicional, uma forte campanha pela condenação dos réus do “mensalão”, apresentando-os como quadrilheiros da impureza política. A mídia seleciona imagens e produz textos que já adiantam uma condenação que o Poder Judiciário terá obrigação de obedecer, pois “este é o maior escândalo de corrupção da história do país”, o que certamente começou com o Partido dos Trabalhadores e seus aliados no governo.
Os réus do “mensalão” e o PT já estão condenados. Já foram condenados independentemente do processo judicial, que muito pouco acrescentará ao que já foi feito, até agora, contra os indivíduos e o partido, sejam eles culpados ou não, perante as leis penais do país. O processo judicial, aliás, já é secundário, pois o essencial é que o combate entre os dois blocos já tem um resultado político: o bloco do Presidente Lula, em que pese a vitória dos seus dois governos, tornou-se – partir do processo midiático – um bloco de políticos mensaleiros, cujas práticas não diferem, no senso comum, de qualquer dos partidos tradicionais. Vai ser muito duro recuperar estas perdas. Mas elas serão recuperadas, pois o povo já se acostumou a ver o que está em cima da mesa da democracia e sabe que ali tem coisas para repartir.
(*) Governador do Estado do Rio Grande do Sul
domingo, 29 de julho de 2012
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