sábado, 14 de maio de 2011

SEÇÃO: ECONOMIA

TIM QUER PARCERIA COM A TELEBRÁS E CORREIOS

Fonte: Folha de São Paulo

Italianos oferecem preço inferior ao estipulado por governo em banda larga e sugerem telefonia móvel com estatal


“Tudo o que a Oi ofertar nós fazemos pela metade”, diz presidente; investimento chegaria a US$ 8,5 bi até 2013


ELIANE CANTANHÊDE

COLUNISTA DA FOLHA


LEILA COIMBRA

DE BRASÍLIA


O presidente mundial da Telecom Italia (dona da TIM), Franco Bernabè, apresentou ao governo federal duas propostas bilionárias: uma parceria com a Telebrás no plano de banda larga e outra com os Correios em uma empresa de telefonia móvel com a bandeira da estatal. Ambas com a infraestrutura da TIM.


A oferta da empresa italiana para banda larga prevê um preço ao consumidor inferior aos R$ 35 estipulados pelo governo para o seu projeto de inclusão digital, o PNBL (Plano Nacional de Banda Larga).


“Tudo o que a Oi ofertar nós fazemos pela metade”, disse Bernabè à Folha, provocando a concorrente, que no ano passado apresentou proposta para comandar o projeto por R$ 27 bilhões.


A diferença é que a Oi se coloca como gestora, enquanto a TIM oferece parceria com a Telebrás.


Segundo o presidente da TIM, o também italiano Luca Luciani, o custo da telefonia móvel é muito menor que o da fixa: “A gente oferece por R$ 0,50 diário acesso a smartphone, o que dá R$ 15 mensais. Temos 8 milhões de usuários. Dá para fazer isso em escala global? Dá.”


Já a parceria com os Correios seria com base na decisão do governo de que a estatal deverá oferecer um celular próprio pelo sistema MVNO, que significa um operador virtual. A TIM entraria com a infraestrutura.


Em entrevista na embaixada da Itália, Bernabè disse que a sua empresa fez uma guinada estratégica em seus investimentos internacionais nos últimos anos. Depois de se desfazer de ativos na América Latina e Europa, concentrou-se no eixo Itália/Brasil/Argentina.


A empresa saiu de Chile, Venezuela, Bolívia, Peru e Cuba. Na Europa, da Alemanha, Espanha e Turquia. Hoje, o mercado brasileiro corresponde a 22% do faturamento global da Telecom Italia, de € 27 bilhões.


Segundo Bernabè, o Brasil deverá continuar recebendo investimentos estimados em R$ 8,5 bilhões até 2013.


“Há uma “brasilianização” forte da nossa empresa. Temos um plano ambicioso e um compromisso de longo prazo com o Brasil”, declarou, acrescentando que cerca de 40% dos novos investimentos da TIM estão indo para Norte e também Nordeste, onde já é líder.


Diz também que um diferencial brasileiro em relação a outros emergentes, como Índia e China, são as afinidades culturais e históricas entre Brasil e Itália. Citou até a forte comunidade italiana.


O executivo só foi reticente em relação à qualidade da mão de obra. “Pode ser realmente um problema, mas o Brasil tem uma população muito jovem, e a presidente Dilma Rousseff está cuidando disso.”

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segunda-feira, 2 de maio de 2011

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SEÇÃO DE HUMOR

Título da Piada: "CONVERSA DURANTE O JANTAR"

Durante o jantar, Joãozinho conversa com a mãe:
- Mamãe, porque é que o papai é careca?
- Ora, filhinho.... Porque ele tem muitas coisas para pensar e é muito inteligente!
- Mas mamãe....então porque é que você tem tanto cabelo?
- Cala a boca e come logo esta porra de sopa, menino
!

SEÇÃO: POLÍTICA INTERNACIONAL

"Bin Laden está morto. Missão cumprida?"

Por:Antonio Luiz M. C. Costa

Publicado na Revista Carta Capital em 2 de maio de 2011 às 14:54h

Escreveu uma internauta retuitada pelo cineasta Michael Moore: “Depois de dez anos, duas guerras, 919.967 mortes e 1,188 trilhão de dólares, conseguimos matar uma pessoa”. Objetivamente, é pouco mais que isso. Embora (propositalmente?) anunciado no 66º aniversário do anúncio da morte de Adolf Hitler, o assassinato de Osama bin Laden não tem um significado comparável. A Al-Qaeda não é uma máquina de guerra convencional e centralizada à beira do colapso, como era o exército nazista em 1º de maio de 1945. Talvez resulte mais próximo do que foi o 1º de maio de 2003, quando Bush júnior anunciou a “missão cumprida” no Iraque, mas o problema mal estava começando.

Segundo os Estados Unidos, Bin Laden estava em uma confortável construção de três andares, cercada de muros de quatro a cinco metros ao lado de um colégio de elite e a dois quarteirões de uma delegacia de polícia na cidade turística de Abbottabad, a 116 quilômetros ou duas horas de estrada da capital, Islamabad (cerca de 55 quilômetros em linha reta). Em termos de Brasil, seria como estar em uma mansão em um dos bairros centrais de Campos do Jordão. Ou melhor, em Resende, visto que o local também está a uma breve caminhada de uma das principais academias militares do Paquistão.

Sohab Athair, um usuário do Twitter que se descreve como “um consultor de TI que deu um tempo para a corrida de ratos e escondeu-se nas montanhas com seu laptop”, cobriu a operação desde o início, sem saber exatamente o que se passava e a uns dois quilômetros do local: “helicópteros pairando sobre Abbottabad a uma hora da madrugada (é um evento raro)”. Ouviu explosão, tiros e as poucas pessoas acordadas àquela hora dizerem que pelo menos um dos helicópteros não era paquistanês. Entendeu que era uma situação complicada, mas pensou que era a queda de um helicóptero, como foi inicialmente divulgado na mídia paquistanesa. Compreendeu cinco horas depois, quando Barack Obama foi à tevê anunciar triunfalmente a morte do líder terrorista. “Lá se foi a vizinhança”, escreveu, melancolicamente.

O presidente dos EUA fez do anúncio um discurso cuidadosamente balanceado e um espetáculo muito bem montado. Como quem encarna um herói de Hollywood, iniciou com um “eu planejei, comandei e determinei a morte de Osama bin Laden” e encerrou com “Vamos sempre defender a Justiça e a Liberdade. Deus os abençoe e abençoe a América”. Deu as costas para a câmera e caminhou majestosamente pelo tapete vermelho até o fim do corredor, como um caubói que sai de cena cavalgando para o entardecer, enquanto aparecem os créditos finais.

Bush júnior teve um momento equivalente ao pousar um caça no porta-aviões Abraham Lincoln e fazer seu discurso de vitória sobre Saddam Hussein, com direito a tomadas igualmente heroicas e hollywoodianas. Conseguiu enganar o público o suficiente para ser reeleito em 2005, mas sua popularidade desmoronou em seguida e arrastou-se melancolicamente até o fim do segundo mandato. Obama repetirá o mesmo roteiro?

De qualquer forma, a curto prazo e do ponto de vista da política interna dos EUA, foi um golpe de mestre. Logo depois de reduzir ao ridículo o rival republicano Donald Trump e sua obsessão com a certidão de nascimento do presidente, Obama posa como o herói de guerra e hábil comandante. Em 40 minutos, com um pelotão de forças especiais da Marinha, atingiu o objetivo que Bush júnior garantiu visar durante dois mandatos, mobilizando para isso todo o aparato militar e de inteligência dos EUA e envolvendo o país em duas guerras inúteis e catastróficas para sua economia e relações internacionais.

Yes, we can? Obama não pôde cumprir as promessas de reformas sociais, ambientais e econômicas pelas quais foi eleito, nem sequer fechar a prisão de Guantánamo, mas ao menos cumpriu uma promessa do governo anterior. Pode ser o bastante para garantir sua reeleição, vista a fraqueza das candidaturas republicanas, mas é improvável que a aura da vitória se estenda sobre o resto do Partido Democrata nas eleições legislativas. Assim, o resultado será provavelmente a continuação do impasse político até 2016. A menos que o presidente consiga capitalizar a façanha a ponto de mobilizar a opinião pública em favor da política social e econômica democrata e soterrar a demagogia do Tea Party, o que até agora não se mostrou disposto a fazer.

Do ponto de vista internacional e do campo de batalha real, é pouco provável que a morte de Bin Laden mude o jogo. Sua importância pessoal sempre foi muito exagerada por uma mídia ansiosa por vilões. Mesmo a Al-Qaeda é apenas um aspecto do fundamentalismo islâmico, que é anterior a essa organização em particular, é muito mais amplo e não deixará de existir enquanto não mudarem as condições que o tornaram influente entre as massas muçulmanas humilhadas. A própria forma como foi morto basta para demonstrar que o problema é muito mais vasto. Bin Laden certamente não teria vivido anos em um centro urbano de alta classe média sem a cumplicidade total das Forças Armadas e do serviço de inteligência paquistaneses.

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Antonio Luiz M. C. Costa

Antonio Luiz M.C.Costa é editor de internacional de CartaCapital e também escreve sobre ciência e ficção científica.

SEÇÃO: HUMOR

Título da Piada: "CASAMENTO EM FAMÍLIA"

Apaixonado, o rapaz anuncia ao seu pai que vai se casar.
— Que ótimo, meu filho! — entusiasma-se o pai. — Quem é a felizarda?
— É a Jéssica, papai... Filha do seu amigo Alfredo.
— Fi... Filha do Alfredo? — gaguejou o pai, estupefato. — Mas você não pode se casar com esta moça!
— Por que não?
— Sabe o que é? É que logo que eu casei com a sua mãe, toda vez que o Alfredo viajava, a mulher dele dormia aqui em casa e uma vez... Bem, você sabe o que aconteceu, né?
— Quer dizer que a Jéssica é minha irmã?
O pai confirma com a cabeça e o rapaz se tranca no quarto chorando,
desesperado.
Pouco depois, a sua mãe vai consolá-lo:
— O que houve, meu filho?
— É que o papai me contou que não posso me casar com a Jéssica...
— Que bobagem, meu filho! Claro que você pode se casar com ela.
— Mas ela é minha irmã!
— Sabe o que é? É que logo que me casei com o seu pai, todas as vezes que ele viajava, eu ia dormir na casa do Alfredo...

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SEÇÃO: INFORMAÇÃO

MINISTRO DA SAÚDE IMPLANTA CARTÃO DO SUS

Projeto que vem desde a década de 90, o cartão do SUS (Sistema Único de Saúde) sai do papel. Cada cidadão brasileiro terá seu cartão do SUS, possibilitando melhor atendimento à saúde do cidadão e melhor organização de todo o sistema público de saúde.

As prefeituras e governos estaduais tem um ano para se adequarem ao sistema.

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjGJSjqOtS9BIJHB9dzQy_WVABOqkRemgsiA2hiOK0uWvaOCIT59BpaUQBIjce_W5xwDi5Et-Xo6tLm07voyU9FxLFbTDM8kfRsz19fERFIpfMd02elICo0OFdfMSQaMwPJgrkC9BEAgBrM/s320/cartao_sus_do.jpg


Mais do que o cartão de plástico, por trás está um sistema informatizado, que permitirá:

- aos médicos terem acesso do histórico passado dos pacientes, melhorando muito a qualidade dos diagnósticos e tratamentos (a privacidade dos dados está assegurada por lei e por tecnologia de segurança de dados, como já existente nos sistemas atuais);
- registro on-line de vacinação (como uma caderneta de vacinação eletrônica, evitando que alguém se vacine duas vezes, ou que não se lembre se já vacinou ou quando tomou determinada vacina);
- acompanhamento de regularidade de consultas e exames;
- melhor controle na distribuição de medicamentos necessários;
- maior controle contra fraudes;
- maior planejamento de políticas públicas, com registro de ocorrências e estatísticas mais precisas;

A regulamentação do cartão foi feita por Portaria do Ministério da Saúde.

Só falta integrar à Carteira de Identidade Inteligente

Para "colocar a cereja no bolo" só falta o Ministro Alexandre Padilha fazer um aditivo à Portaria permitindo que o novo Registro de Identidade Civil (RIC), possa também ser usado como cartão do SUS, evitando redundância administrativa, pelo menos nos estados que já estão emitindo e trocando as novas identidades.

O RIC, lançado pelo Ministério da Justiça no governo Lula é um documento com todos os recursos mais modernos do mundo, que contém até chip eletrônico inteligente, justamente para possibilitar unificar diversos cadastros e documentos e simplificar a vida dos cidadãos.

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhoG0yWCibOLBk2hoKmlqCFzZ1Zumr36Fa6R9oEz7kzq4Y6NBldEz0BztlJFG33plH9ycwzZk5W4093KiLH-hRRbOEx4z7AZc4kca8CiHKdJFdvmnezaCJqWHM-pZTXwu4XCAApTCC2mC3E/s320/ric_carteira_identidade_chip.jpg

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SEÇÃO DE HUMOR

Título da Piada: "LUVAS DE LEMBRANÇA"

O namorado está em Nova Iorque e resolve mandar uma lembrança para a namorada.
Entra em uma loja e escolhe um finíssimo par de luvas. Pede para a balconista embrulhar enquanto vai ao caixa. Descuidadamente, a balconista entrega-lhe outro embrulho, com uma calcinha de nylon.
Sem saber do engano, o namorado envia o presente com um bilhete:
- Querida: para mostrar que, mesmo estando longe, não me esqueço de você, envio-lhe esta surpresa; mesmo sabendo que você não usa, pois sempre que saímos juntos, nunca vi. Gostaria de estar aí para ajudá-la a vestir. Fiquei em dúvida quanto à cor, mas a balconista disse que esta não descora nem mancha. Ela experimentou para eu ver e ficou muito bem, apenas um pouco larga na frente, mas ela disse que é para os dedos mexerem mais à vontade e a mão entrar mais facilmente. Depois de usá-la, vire pelo avesso e ponha talco para evitar o mau cheiro. Espero que fique satisfeita tanto quanto eu, pois ela vai cobrir aquilo que em breve lhe pedirei.



segunda-feira, 25 de abril de 2011

SEÇÃO: OPINIÃO

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AS VANTAGENS DO VOTO EM LISTA

Por: José Augusto

Há vários motivos, começamos com um exemplo:

Nas eleições de 2010, no Rio de Janeiro, o cantor Elymar Santos saiu candidato pelo PP. Ele sempre foi ativista e engajado contra o preconceito a portadores do HIV, e em campanhas de prevenção da AIDS. É claramente contra a homofobia. Mas como candidato "marinheiro de primeira viagem", teve 26 mil votos e não se elegeu. Seus votos ajudaram a eleger Jair Bolsonaro, mais bem votado no seu partido, o PP.

Devem ser poucos eleitores de Elymar Santos que votariam em Bolsonaro como segunda opção (e devem ser poucos eleitores de Bolsonaro que votariam em Elymar Santos). Se o voto fosse em lista, o eleitor teria clareza de estar votando na lista que conteria Bolsonaro e Elymar.

Talvez nem Elymar ingressasse no PP para ser candidato, se soubesse disso.

Outros motivos:

Quem decide as votações no parlamento são as bancadas coletivas e não indivíduos, por isso o eleitor é muito melhor representado em seus interesses se votar para eleger uma bancada, ou seja, votar em uma lista.

Deputados isolados, como franco atiradores, só servem ao egocentrismo dos que se acham paladinos da política, ou aos fisiológicos, que negociam seu voto através liberação de emendas ou nomeações.

É exagero dizer que os dirigentes dos partidos terão poderes excessivos para controlar a lista. A situação não é muito diferente da atual. A direção do partido é eleita. A direção do partido dá mais suporte às campanhas dos caciques que tem mais poder dentro do partido. Quem vence eleição para "cacique" de um partido, também obteria vitória na lista.

Mas a tendência é os partidos montarem a lista ou por consenso, ou por eleições internas quando não há consenso. Qualquer outra solução autoritária dentro do partido levaria os preteridos na lista a racharem o partido e não fazerem campanha para os cabeças da lista (muitos apoiariam adversários de outros partidos).

É aquela história: partido que não for democrático, a direção ganha, mas não leva, porque desmobiliza metade ou mais do partido.

Se um político não tem capacidade de articulação em um partido, também não terá boa atuação no Congresso, onde o bom desempenho depende de sua capacidade de articular na bancada a que pertence.

O voto em lista obriga as verdadeiras lideranças a se formarem primeiro dentro dos partidos, antes de se apresentarem aos eleitores. Torna mais difícil a eleição de aventureiros, que se elegem por poder econômico ou por mera fama, sem ser um líder consistente de fato.

Hoje, os candidatos disputam contra colegas do mesmo partido, se acotovelando, para chegar na frente do colega, durante a campanha eleitoral. O vale-tudo inclui alianças informais com deputados estaduais, prefeitos e vereadores até de partidos adversários. O voto em lista, leva essa disputa interna para dentro do partido na prévia para montar a lista, antes da campanha eleitoral, tornando a campanha em si mais limpa, mais propositiva, mais consciente, mais barata e menos poluída.

A maioria dos eleitores não se lembram em quem votou para deputado. Portanto há um exagero em defender o voto nominal como se fosse algo de grande interesse da maioria dos eleitores.

Só 30% dos eleitores vêem seu candidato a deputado eleito. Os 70% dos votos dos demais eleitores ajudam a eleger o candidato "do outro" (o caso de quem votou no Elymar Santos e elegeu Bolsonaro). Na prática, esses 70% dos eleitores já estão votando em lista sem querer, mas numa lista aleatória que só fica clara após a abertura das urnas, porque o eleitor não tem idéia de para quem seu voto vai. Com o voto em lista ele teria idéia clara de para quem vai seu voto.

O eleitor que faz questão de influir no voto nominal, pode e deve filiar-se ao partido do candidato de sua preferência e votar internamente na montagem prévia da lista do partido. Por isso é errado dizer que a lista tira o eleitor do processo de escolha. Quem acha importante se engajar por alguém, deve fazê-lo de verdade, frequentando as instância partidárias.

Voto em lista é pensar no coletivo, em pessoas que se juntam para reunir forças transformadoras da sociedade, pelo bem comum, e não pensar no individualismo de falsos paladinos.

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SEÇÃO: EDUCAÇÃO

PÉROLAS DA UFRJ

As redações do vestibular da UFRJ acabam de ser corrigidas.
Eis as pérolas deste ano:

1)-A Sobrevivência de um Aborto Vivo (título);
2)-O Brasil é um País abastardo com um futuro promissório;
3)-O maior matrimônio do País é a educação;
4)-Precisamos tirar as fendas dos olhos para enxergar com clareza o número de famigerados que almenta (sic);
5)-Os analfabetos nunca tiveram chance de voltar à escola;
6)-O bem star (sic) dos abtantes endependente (sic) de roça, religião, sexo e vegetarianos, está preocupan-do-nos;
7)-É preciso melhorar as indiferenças sociais e promover o saneamento de muitas pessoas;
8)-Também preoculpa (sic) o avanço regessivo da violência;
9)-Segundo Darcy Gonçalves (Darcy Ribeiro) e o juiz Nicolau de Melo Neto (Nicolau dos Santos Neto)...;
10)-E o presidente onde está? Certamente em sua cadeira fumando baseado e conversando com o presidente dos EUA.


SEÇÃO: POLÍTICA

Carta Maior: Entre o bombom de cupuaçu e o bafômetro


O excelente Quanto Tempo Dura? brincou: e se fosse o Lula? E se o Lula tivesse se recusado a passar pelo teste do bafômetro? E se o Lula tivesse levado sete pontos na carteira e tomado a multa — que equivale a de alguém que dirige alcoolizado?


por Luiz Carlos Azenha


A Carta Maior levou o desafio ao pé da letra e foi buscar um exemplo de como a Folha de S. Paulo se comportou em uma situação muito menos grave que envolveu Lula: o caso do bombom de cupuaçu.


Escreveu a Carta, em texto que se tornou viral na rede:


Sem dúvida o aspecto mais chocante no episódio da blitz da Lei Seca, no Rio, que flagrou Aécio Neves dirigindo com habilitação vencida e metabolicamente impossibilitado de soprar o bafômetro, não foi o fato em si , mas o comportamento da mídia demotucana. Os blindados da ‘isenção’ entraram em cena para filtrar o simbolismo do incidente, ‘um episódio menor’, na genuflexão de um desses animadores da Pág 2 da Folha. Menor? Não, nos próprios termos dele e de outros comentaristas do diário em questão. Recordemos. Em 24 de novembro de 2004, Lula participou da cerimônia de inauguração de turbinas da Usina de Tucuruí, no Pará. No palanque, sentado, espremido entre convidados, o presidente comeu um bombom de cupuaçu, jogou o papel no chão. Fotos da cena captada por Luiz Carlos Murauskas, da Folha, saturaram o jornalismo isento ao longo de dias e dias. Ou melhor , anos e anos. Sim, em 2007, por exemplo, dois colunistas do jornal recorreriam às fotos de Tucuruí para refrescar o anti-petismo flácido do eleitor que acabara de dar um novo mandato a Lula. O papel do bombom foi arrolado por um deles como evidencia de que o país caminhava a passos resolutos para a barbárie: “Só falta o osso no nariz’, arrematava Fernando Canzian (23-07-2007) do alto de sofisticada antropologia social. Sem deixar por menos, Fernando Rodrigues pontificaria em 09-04-2007: “…Respira-se em Brasília o ar da impunidade. Valores republicanos estão em falta. Há exemplos em profusão (…) em 2004, Lula recebeu um bombom. … O doce foi desembrulhado e saboreado. O papel, amassado. Da mão do petista, caiu ao chão. Lula seguramente não viu nada de muito errado nesse ato. Deve considerá-lo assunto quase irrelevante. …Não é. No Brasil é rara a punição -se é que existe- para pequenas infrações como jogar papel no chão. Delitos milionários também ficam nos escaninhos do Judiciário anos a fio (…) Aí está parte da gênese do inconformismo de alguns, até ingênuos, defensores de uma solução extrema como a pena de morte. Gente que talvez também jogue na calçada a embalagem do bombom de maneira irrefletida. São “milhões de Lulas”, martelava o jingle do petista. São todos a cara do Brasil…” (Carta Maior; Domingo, 24/04/2011)


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Leia a íntegra no excelente blog do Azenha:


http://www.viomundo.com.br/opiniao-do-blog/a-radiografia-da-carta-maior-sobre-a-midia-brasileira.html

segunda-feira, 11 de abril de 2011

SEÇÃO DE HUMOR

Propaganda original: CERVEJÃO NOVA SKIN (Vetada pela Skin)

"Escuta aqui você:
Eu tô na casa de um amigão,
eu tô jogando um pokerzão,
eu tô bebendo um cervejão,
e não vou agora não!!!".


Resposta da mulher:


Há é?!
Pois eu tô aqui no seu camão,
Com o Ricardão,
Bebendo um cervejão,
E não venha mesmo NÃO!!.
Vacilãoooooooooooo.


Resposta do Homem:
Então tá Bão,
Vou terminar de jogar meu pokerzão,
Vou tomar mais um cervejão,
Depois eu vou pro Bailão,
Vou Pegar um mulherão,
Vou levar pro MOtelzão,
E não vou agora mesmo NÃO!!!!!


Resposta da Mulher:
Pode ir pro motelzão,
Pode levar qualquer putão,
Eu vou pedir a separação,
E vc não vai mais tocar neste corpão,
E ainda vai ter que pagar pensão...


Resposta do Homem:
Desculpa coração
te peço perdão
te quero paixão
foi tudo ilusão
te amo de montão


Reposta final da mulher:
não desculpo não!
te troquei pelo ricardão!
não quero vc mais não!
zerei o seu cartão !
e trata de pagar a pensão
senão vai ser outro vacilão
dormindo na prisão!



Resposta do Homem:

NÃO SABE BRINCAR..NÃO?

TEXTO PARA REFLEXÃO:

Nascidos antes de 1980
(Autor Desconhecido)


Pensando bem, é difícil acreditar que estejamos vivos até hoje!

Quando éramos pequenos, viajávamos de carro sem cintos de segurança, sem ABS e sem air-bags.

Os vidros de remédios ou as garrafas de refrigerantes não tinham nenhum tipo de tampinha especial, nem data de validade.

E tinham também aquelas bolinhas de gude, que vinham embaladas sem instruções de uso.

A gente bebia água da chuva, da torneira e nem conhecia água engarrafada. Que horror!

Andávamos de bicicleta sem usar nenhum tipo de proteção e passávamos as tardes construindo nossas pipas ou nossos carrinhos de rolimã...

A gente se jogava nas ladeiras e esquecia que não tinha freios, até que déssemos de cara com a calçada ou com uma árvore e, depois de muitos acidentes de percurso, aprendíamos a resolver o problema, sozinhos!

Nas férias, saíamos de casa de manhã e brincávamos o dia todo; nossos pais, às vezes não sabiam exatamente onde estávamos, mas sabiam que não estávamos em perigo.


Não existiam os celulares. Incrível!

A gente procurava encrenca. Quantos machucados, ossos quebrados e alguns dentes moles dos tombos.

Ninguém denunciava ninguém. Eram só 'acidentes' de moleques; na verdade, nunca encontrávamos um culpado.

Você lembra destes incidentes? Janelas quebradas, jardins destruídos, as bolas que caíam no terreno do vizinho... Existiam as brigas e, às vezes, muitos pontos roxos. Mesmo que nos machucássemos e chorássemos,

passava rápido; na maioria das vezes, nem mesmo nossos pais vinham a descobrir.

A gente comia muito doce, pão com muita manteiga, mas ninguém era obeso. No máximo, um gordinho saudável. Nem se falava em colesterol.

A gente dividia uma garrafa de suco, refrigerante ou até uma cerveja escondida, em três ou quatro moleques, e ninguém morreu por causa de vermes!

Não existia o Playstation, nem o Nintendo.

Não tinha TV a cabo, nem videocassete, nem Computador, nem Internet...

Tínhamos, simplesmente, amigos!

A gente andava de bicicleta ou à pé. Íamos à casa dos amigos, tocávamos a campainha, entrávamos e conversávamos.

Sozinhos, num mundo frio e cruel, sem nenhum controle.

Como sobrevivemos?

Inventávamos jogos: com pedras, feijões ou cartas.

Brincávamos com pequenos monstros: lesmas, caramujos, e outros animaizinhos, mesmo se nossos pais nos dissessem para não fazer isso!

Os nossos estômagos nunca se encheram de bichos estranhos!

No máximo, tomamos algum tipo de xarope contra vermes e outros monstros destruidores, um tal de óleo de rícino!

Alguns estudantes não eram tão inteligentes quanto os outros e tiveram que refazer a segunda série.

Que horror!

Não se mudavam as notas e ninguém passava de ano, mesmo passando. As professoras eram insuportáveis! Não davam moleza.

Os maiores problemas na escola eram: chegar atrasado, mastigar chicletes na classe ou mandar bilhetinhos falando mal da professora. Correr demais no recreio ou matar aula, só para ficar jogando bola no campinho.

As nossas iniciativas eram 'nossas' mas, as conseqüências também. Ninguém se escondia atrás do outro.

Os nossos pais eram sempre do lado da Lei quando transgredíamos a regras.

Se nos comportávamos mal, nossos pais nos colocavam de castigo e, por incrível que pareça, nenhum deles foi preso por isso.

Sabíamos que, quando os pais diziam 'não', era 'não'.

A gente ganhava brinquedos no Natal ou no aniversário, não todas as vezes que ia ao supermercado.

Nossos pais nos davam presentes por amor, nunca por culpa.

Nossas vidas não se arruinaram porque não ganhamos tudo o que gostaríamos, que queríamos...

Esta geração produziu muitos inventores, artistas, amantes do risco e ótimos 'solucionadores' de problemas.

Nos últimos 50 anos, houve uma desmedida explosão de inovações, tendências.

Tínhamos liberdade, sucessos, algumas vezes problemas e desilusões, mas tínhamos muita responsabilidade.


Não é que aprendemos a resolver tudo, e sozinhos?

Se você é um destes sobreviventes, parabéns.

Você curtiu os anos mais felizes de sua vida.

É isso............

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TEXTO PARA REFLEXÃO:

"NENHUMA ESCOLA É UMA ILHA"

A tragédia no Realengo, a meu ver, pode e deve ser início de um debate importante sobre a nossa sociedade.


A tragédia na escola do Rio de Janeiro acontece num contexto bastante relevante. Em outubro de 2009, Geyse Arruda foi hostilizada por seus colegas de faculdade porque, segundo eles, ela não sabia se vestir de modo “apropriado” para freqüentar as aulas. Em junho de 2010, Bruno, goleiro do Flamengo, é suspeito de matar a ex-namorada, Elisa Samudio, por não querer pagar pensão ao filho. Suposta garota de programa, Samudio foi hostilizada na opinião de muitos brasileiros. Após rompimento, Mizael Bispo, inconformado, mata sua ex-namorada Mércia Nakashima em maio de 2010. Em novembro de 2010, grupos de jovens agridem homossexuais na Avenida Paulista, enquanto Mayara Petruso incita o assassinato de nordestinos pelo Twitter. E mais recentemente, em cadeia nacional, Jair Bolsonaro faz discurso de ódio contra homossexuais e negros. Tudo isso instigado e complementado pelo discurso intolerante, preconceituoso, conservador e mentiroso do candidato José Serra à presidência da República. A mídia? Estava ao lado de Serra, corroborando em suas artimanhas, reforçando preconceitos contra Dilma, contra as mulheres e contra os tantos mais “adversários” do candidato tucano.


Wellington matou mais meninas na escola carioca. Se, por um lado, jamais saberemos as reais razões que o fizeram agir dessa forma, por outro sabemos o quanto a sociedade brasileira tem sido, no mínimo, indulgente com atos de intolerância, machismo, ódio e preconceito contra mulheres, negros e homossexuais. Se não há uma ligação direta entre esses diversos acontecimentos, eles pelo menos nos fazem pensar o quanto vale a vida de alguém em um contexto de tantos ódios? Quantas mulheres morrerão hoje vítimas do machismo? Quantos gays sofreram violência física? Quantos negros sentirão declaradamente o ódio racial que impregna o nosso país? O que é o bullying se não o prolongamento para a escola desse tipo de mentalidade? Quantas pessoas apoiaram as declarações de ódio de Bolsonaro via Facebook? Aquilo que acontece no ambiente escolar nada mais é do que um microcosmo do que a sociedade elege como valores primordiais. E o Brasil, que por tanto tempo negou a “pecha” de racista e preconceituoso, vê sua máscara cair.


Não adianta culpar o bullying, achando que ele é um problema de jovens, um problema das escolas. Não adiante grades e detectores de metal nas entradas ou a proibição da venda de armas. Como professora, sei que o que os alunos reproduzem em sala nada mais é do que ouviram da boca de seus pais ou na mídia. Não adianta pedir paz e tolerância no colégio enquanto a mídia e a sociedade fazem outra coisa. Na escola, o problema do bullying é tratado como algo independente da realidade política, econômica e social do país. Mas dá pra separar tudo isso? Dá pra colocar a questão só em “valores” dos adolescentes, da influência do malvado do computador ou dos videogames? Ou é suficiente chamar o ato de Wellington de uma “violência pós-moderna” sem explicação? Das muitas agressões cotidianas, a da escola do Realengo é apenas uma demonstração da potencialidade de nossos ódios. A única coisa que me pergunto é: teremos a coragem de fazer esse tipo de discussão?


Ana Flávia C. Ramos é professora, historiadora pela Unicamp

SEÇÃO DE HUMOR

Título da Piada: "O Último Romântico"

Num barzinho, o sujeito resolve abordar uma loira de uma maneira pouco natural:

— Como você é bela! Case-se comigo e eu te farei a mulher mais feliz do mundo! Por você, atravessarei oceanos, escalarei montanhas, cruzarei fronteiras, descerei despenhadeiros, nadarei através das correntezas...

A loira se levanta e vai mudando de lugar, quando o cara a interpela:

— Ei! Moça, o que foi? Não quer se casar comigo?

E ela responde:

— Eu, hein? Pra que eu vou querer um marido que não pára em casa?