domingo, 25 de julho de 2010

"A DIFERENÇA ENTRE FORÇA E CORAGEM"

É preciso ter força para ser firme,

mas é preciso coragem para ser gentil.

É preciso ter força para se defender,
mas é preciso
coragem para baixar a guarda.

É preciso ter força para ganhar uma guerra,
mas é preciso
coragem para se render.

É preciso ter força para estar certo,
mas é preciso
coragem para ter dúvida.

É preciso ter força para manter-se em forma,
mas é preciso
coragem para ficar de pé.

É preciso ter força para sentir a dor de um amigo,
mas é preciso
coragem para sentir as próprias dores.

É preciso ter força para esconder os próprios males,
mas é preciso
coragem para demonstrá-los.

É preciso ter força para suportar o abuso,
mas é preciso
coragem para fazê-lo parar.

É preciso ter força para ficar sozinho,
mas é preciso
coragem para pedir apoio.

É preciso ter força para amar,
mas é preciso
coragem para ser amado.

É preciso ter força para sobreviver,
mas é preciso
coragem para viver.

- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

Colaboração sobre a autoria: Rosângela Aliberti

http://rosangelaliberti.recantodasletras.com.br/visualizar.php?idt=147982

....................................

Relacionamento: banco X cliente

quinta-feira, 22 de julho de 2010

"NUDÊS"

Dois compadres caipira estavam proseando. Certa altura um perguntou para o outro:

- Cumpadi, uqui qui cê acha dessi negóci di NUDÊS?

O outro respondeu:

- Acho bão sô!

O outro ficou assim pensativo pensando e perguntou de novo:

- Cê acha bão pruquê cumpadi?

E o outro:

- Uai! É mió NU DÊiS que NU NOSSU, né não?

................................................

"INTRUSO NO CLUBE DOS ELEITOS"


Texto publicado na Revista Carta Capital em: 22/07/2010 10:57:03

Por: Mauricio Dias

FHC denuncia a invasão ao falar de Lula enquanto Serra usa os argumentos dos golpistas de 1964

Os quase 120 anos de história da República brasileira registram poucos gestos de devoção constitucional que possam se igualar à decisão do presidente Lula de vetar mudanças na legislação e abrir caminho para ficar no poder com um terceiro mandato.
Lula resistiu com determinação democrática às pressões e caprichos da vaidade pessoal às quais sucumbiu FHC. O tucano deu sinal verde para que, em causa própria, fossem quebradas as regras. O metalúrgico reverenciou a lei. O sociólogo deu o maior “golpe branco” já registrado nos anais da citada história republicana.

Expressivo contraste. No entanto, mesmo diante dessa evidência, a oposição lança suspeita de golpismo no intruso operário que, para ela, cometeu um erro imperdoável. Um erro intencional, diga-se. Lula invadiu o “Clube de Eleitos”, na expressão de FHC no ensaio “Dos governos militares a Prudente-Campos Sales”.

O clube seria uma entidade que só admitia sócios com diploma superior ou cedia, docemente constrangido, aos que chegavam com “espada na cinta e ginete na mão”.
Veio de José Serra a mais recente frase de desconfiança lançada sobre o operário: “Diziam que existia uma República sindicalista no período de Jango. Eles eram anjos. República sindicalista existe agora”.

Para quem não sabe, ou esqueceu, era assim o discurso golpista em 1964. O mantra que acirrou os militares a derrubarem o presidente João Goulart.
Lamentável. O comportamento político de Serra faz corar frades de pedra.
O que move a oposição de 2010 é a mesma farsa vulgar encenada pela oposição de 1964. Embora tenha tentado recentemente, os oposicionistas não querem, agora, derrubar o presidente. Tentam algemá-lo e amordaçá-lo para derrotarem Dilma Rousseff que, com maiores chances de vitória herda, em intenção de votos, a avaliação positiva que a sociedade faz do governo Lula.

Não foi com truques de marketing que o presidente construiu a popularidade histórica que alcançou. Ela apenas reflete o desempenho de quase oito anos de governo, com tantas ações positivas, que nem mesmo o bloqueio dos meios de comunicação obstruiu a propagação dos resultados desde o Oiapoque ao Chuí.

Ainda agora, foram divulgados índices de redução da pobreza que projetam a possibilidade de, em seis anos, reduzir a quase zero a pobreza extrema no Brasil. Tarde, porém melhor que nunca.

A oposição tentou tirar casquinha ao invocar os benefícios do Plano Real, criado no governo de Itamar Franco e tendo FHC no Ministério da Fazenda. De fato, a estabilidade monetária, mas não a econômica, alcançada pelo real teve um impacto na diminuição da pobreza. Mas há uma diferença entre o impacto secundário e o impacto direto do objetivo político. Diz o Ipea:
“Quando se projeta no tempo a redução nas taxas de pobreza absoluta e extrema alcançadas no período de maior registro de sua diminuição recente (2003-2008), pode-se inferir que em 2016, o Brasil terá superado a miséria e diminuído a 4% a taxa nacional de pobreza absoluta”.

.........................................

"O AZARADO"


Um sujeito encontra um amigo que não via há muito tempo e, querendo ser
simpático, inicia a conversa:
- E aí Paulinho, tudo bem?
- Péssimo... - responde o outro.
- Mas como péssimo? Com aquela Ferrari que você tem?
- Deu perda total num acidente... E o pior é que o seguro tinha acabado de vencer...
- Bem, vão-se os anéis, mas ficam os dedos. E aquele filhão inteligente?
- Estava dirigindo a Ferrari... Morreu...
O cara tenta fugir daquele assunto tão trágico:
- E aquela sua filha que mais parecia uma modelo ?
- Pois é... Estava junto com o irmão... Só a minha mulher não estava no carro...
- Graças a Deus! Como ela vai?
- Fugiu com o meu sócio...
- Bem... Pelo menos a empresa ficou só para você...
- Ela fugiu com ele porque me roubaram tudo. Deixaram a firma falida! Totalmente falida... Estou devendo milhões!
- Poxa vida, então vamos mudar de assunto... e seu time?
- Sou Bahia, porra...
- Pelo amor de Deus, Paulinho! Você não tem nada de positivo?????
- H I V...

TEXTO PARA REFLEXÃO:

TÍTULO DO TEXTO: "A FLOR DA HONESTIDADE"

Conta-se que por volta do ano 250 A.C., na China antiga, um príncipe da região norte do país estava às vésperas de ser coroado imperador mas, de acordo com a lei, ele deveria se casar.

Sabendo disso, ele resolveu fazer uma "disputa" entre as moças da corte ou quem quer que se achasse digna de sua proposta.

No dia seguinte, o príncipe anunciou que receberia, numa celebração especial, todas as pretendentes e lançaria um desafio

Uma velha senhora, serva do palácio há muitos anos, ouvindo os comentários sobre os preparativos, sentiu uma leve tristeza, pois sabia que sua jovem filha nutria um sentimento de profundo amor pelo príncipe.

Ao chegar em casa e relatar o fato a jovem, espantou-se ao saber que ela pretendia ir a celebração e indagou incrédula:

* Minha filha, o que você fará lá ?
Estarão presentes todas as mais belas e ricas moças da corte.
Tire esta idéia insensata da cabeça, eu sei que você deve estar sofrendo,
mas não torne o sofrimento uma loucura.

E a filha respondeu:

* Querida mãe, não estou sofrendo e muito menos louca, eu sei que jamais poderei ser a escolhida, mas é minha oportunidade de ficar pelo menos alguns momentos perto do príncipe, isto já me torna feliz.

À noite, a jovem chegou ao palácio.

Lá estavam, as mais belas moças, com as mais belas roupas, jóias e com as mais determinadas intenções.

Então, finalmente, o príncipe anunciou o desafio:

* Darei a cada uma de vocês, uma semente.
Aquela que, dentro de seis meses, me trouxer a mais bela flor, será escolhida minha esposa e futura imperatriz da China.

A proposta do príncipe não fugiu às profundas tradições daquele povo, que valorizava muito a especialidade de "cultivar" algo.

O tempo passou e a doce jovem, como não tinha muita habilidade nas artes da jardinagem,
cuidava com muita paciência e ternura a sua semente, pois sabia que se a beleza da flor surgisse na mesma extensão de seu amor, ela não precisava se preocupar com o resultado.

Passaram-se três meses e nada surgiu.

A jovem tudo tentara, usara de todos os métodos que conhecia, mas nada havia nascido.

Dia após dia. Por fim, os seis meses haviam passado e nada havia brotado.

Consciente do seu esforço e dedicação a moça comunicou a sua mãe que,
independente das circunstâncias retornaria ao palácio, na data e hora combinadas,
pois não pretendia nada além de mais alguns momentos na companhia do príncipe.

Na hora marcada estava lá, com seu vaso vazio, bem como todas as outras pretendentes,
cada uma com uma flor mais bela do que a outra, das mais variadas formas e cores.

Ela estava admirada, nunca havia presenciado tão bela cena.

Finalmente chega o momento esperado e o príncipe observa cada uma das pretendentes
com muito cuidado e atenção.

Após passar por todas, uma a uma, ele anuncia o resultado e indica a bela jovem como sua futura esposa.

As pessoas presentes tiveram as mais inesperadas reações.

Ninguém compreendeu porque ele havia escolhido justamente aquela que nada havia cultivado.

Então, calmamente o príncipe esclareceu:

- "Esta foi a única que cultivou a flor que a tornou digna de se tornar uma imperatriz:

a flor da honestidade.

Pois todas as sementes que entreguei eram estéreis."

Se para vencer, estiver em jogo a sua honestidade, perca.
Você será sempre um vencedor.

(enviada por Conceição)

................................

"O Atraso"

Certo padre recebia um jantar de despedida pelos 25 anos de trabalho ininterrupto à frente de uma paróquia. Um político da região e membro da comunidade foi convidado para entregar o presente e proferir um pequeno discurso.

O político se atrasou. O sacerdote, então, decidiu proferir umas palavras: "A primeira impressão que tive da paróquia foi com a primeira confissão que ouvi. Pensei que o bispo tinha me enviado a um lugar terrível, pois a primeira pessoa que se confessou me disse que tinha roubado um aparelho de TV, que tinha roubado dinheiro dos seus pais, também tinha roubado a firma onde trabalhava, além de ter aventuras amorosas com a esposa do chefe. Também em outras ocasiões se dedicava ao tráfico e a venda de drogas e para concluir, confessou que tinha transmitido uma doença à própria irmã. Fiquei assustadíssimo... Mas com o passar do tempo, entretanto, fui conhecendo mais gente que em nada se parecia com aquele homem... Inclusive vivi a realidade de uma paróquia cheia de gente responsável, com valores, comprometida com sua fé e desta maneira tenho vivido os 25 anos mais maravilhosos do meu sacerdócio".

Justo nesse momento chega o político, e foi lhe dado a palavra para entregar o presente da comunidade, prestando a homenagem ao padre. Pediu desculpas pelo atraso e começou o discurso dizendo:

"- Nunca vou esquecer do dia em que o padre chegou à nossa paróquia... Como
poderia? Tive a honra de ser o primeiro a se confessar com ele...".

Moral da história: "NUNCA CHEGUE ATRASADO".

quarta-feira, 14 de julho de 2010

"O Polvo que adivinha"

"Angústia do Passarinho"


Um motociclista ia a 130 km/h por uma estrada e, de repente, deu de encontro com um passarinho e não conseguiu esquivar-se: PÁ!!!

Pelo retrovisor, o cara ainda viu o bicho dando várias piruetas no asfalto até ficar estendido. Não podendo conter o remorso ecológico, ele parou a moto e voltou para socorrer o bichinho.

O passarinho estava lá, inconsciente, quase morto.

Era tal a angústia do motociclista que ele recolheu a pequena ave, levou-a ao veterinário, que a tratou e medicou.

O motoqueiro comprou uma gaiolinha e a levou para casa, tendo o cuidado de deixar um pouquinho de pão e água para a acidentada.
No dia seguinte, o passarinho recuperou a consciência. Ao despertar, vendo-se preso, cercado por grades, com um pedaço de pão e uma vasilha d'água no canto, o bicho pôs as mãos, ou melhor, as asas na cabeça e gritou:

"Caramba, matei o motoqueiro!!!".

Silvia Esteves (Belo Horizonte/MG)
Transcrito do jornal - ESTADO ECOLÓGICO
Suplemento especial do Jornal ESTADO DE MINAS.

..............................

"Cão Guia"


Dois amigos passeavam com seus respectivos cachorros pela praça, quando bateu a fome e resolveram ir até um restaurante almoçarem e concomitantemente lembraram que não poderiam entrar com seus animais de estimação.

Um deles teve a brilhante idéia de colocarem óculos de sol e fingirem ser cegos com cão guia.

Enquanto um se dirigia à porta do restaurante, o outro ficou observando à distância.

Tão logo o suposto cego chegou à porta do restaurante foi barrado:

-O sr. vai me desculpar, mas não permitimos a entrada de animais nesse recinto...

-O quê??? Você não está vendo que sou cego e esse é o meu cão guia????

-Mas esse cão é um dobermann!!!

-Então, alem de ser guia ele também é meu segurança...

-Ok, pode entrar...

Nesse momento o outro amigo se dirige à porta do restaurante e também é barrado:

-O sr. vai me desculpar, mas não permitimos a entrada de animais nesse recinto...

-O quê??? Você não está vendo que sou cego e esse é o meu cão guia????

-Mas esse cão é um chiuaua!!!

-CHIUAUA!!! NÃO ACREDITO!!! Me venderam um CHIUAUA???

"A imagem diz tudo"

"Como se daria um atentado no Brasil"


Alguns documentos Ultra Secretos do Serviço de Investigação da Polícia Federal revelados recentemente afirmam que Osama Bin Laden deu ordens aos seus homens para organizar um atentado aéreo no Brasil.
Devido ao profundo ódio por festas monumentais (símbolo da globalização da alegria), a cidade escolhida foi o Rio de Janeiro por causa do Carnaval e, mais precisamente, o Cristo Redentor (símbolo maior da religião dos infiéis!!).
Assim, os dois melhores terroristas kamikazes viajaram para o Brasil.
Os dois chegaram assim ao Rio de Janeiro determinados a impor o castigo de Allah aos infiéis tupiniquins.
A missão, felizmente, não teve sucesso, conforme os registros da Polícia Federal enviados ao FHC, ao Bush Jr. e ao Papa.
Eis a estória:

Domingo 21:47hs:
Chegam ao Aeroporto Internacional do Galeão, vindos da Turquia. Suas malas são extraviadas e depois de mais de oito horas de peregrinação por diversos guichês conseguem sair do aeroporto após serem aconselhados pelos funcionários da Varig a voltar no dia seguinte, pois assim, talvez, tenham mais sorte...

Pegam um táxi na saída do aeroporto. O taxista percebe que são estrangeiros e leva uma hora e meia dando voltas com eles pela cidade para abandoná-los em um lugar ermo da Baixada Fluminense, tendo parado no caminho para que dois cúmplices os assaltem, batam neles e lhes roubem os dólares.

Segunda-feira 04:30hs:
Graças ao treinamento de guerrilha que receberam nas cavernas do Afeganistão e nos campos minados da Somália, os dois terroristas conseguem chegar a um hotel. Decidem alugar um carro na Hertz em Copacabana e se dirigem ao aeroporto para seqüestrar um avião para jogá-lo bem no meio os braços abertos do Cristo Redentor. Pegam um congestionamento monstro por causa de uma manifestação de estudantes e professores em greve e ficam horas parados, além de terem seus relógios roubados em um arrastão no meio do congestionamento.

Segunda-feira 12:30hs:
Decidem parar no centro da cidade e procuram uma casa de câmbio para trocar o pouco que sobrou de dólares e recebem notas de R$ 100 falsas, dessas que são feitas grosseiramente a partir de notas de R$ 1.

Segunda-feira 15:45hs:
Chegam por fim ao aeroporto do Galeão com a firme intenção de seqüestrar um avião. Os pilotos da VARIG estão em greve por mais salário e menos horas, e os controladores de vôo também estão em greve, querem equiparação com os pilotos. O único avião disponível na pista é um da Transbrasil, que havia sido fretado para a Soletur, mas sem combustível. Os empregados e os passageiros estão acampados na sala de espera e nos corredores do aeroporto tocando pagode e gritando slogans contra o governo, os pilotos e o Roberto Marinho. A polícia de choque chega batendo em todos, inclusive nos terroristas.

Segunda-feira 19:05hs:
Finalmente a calma reina e os dois filhos de Allah, ainda ensangüentados, se dirigem ao balcão da Transbrasil para comprar as passagens. Mas o funcionário que lhes vende os bilhetes omite a informação de que os vôos da companhia estão suspensos por tempo indeterminado.

Segunda-feira 22:07hs:
Os terroristas discutem entre si, na dúvida se destruir o Rio de Janeiro, no fim das contas, é um ato terrorista ou uma obra de caridade.

Segunda-feira 23:30hs:
Mortos de fome, decidem comer alguma coisa no restaurante do aeroporto, pedem um sanduíche de churrasco com queijo e uma limonada.

Terça-feira 04:35hs:
Se recuperam de uma intoxicação alimentar de proporções eqüinas, devido à carne estragada do sanduíche, no hospital Miguel Couto, depois de terem esperado horas para que o socorro chegasse e serem atendidos por uma enfermeira gorda, feia e mal-humorada. Seria questão de dois dias, se não fosse pela cólera devida à limonada feita com água contaminada.

Domingo 17:20hs:
Saem do hospital e chegam próximos ao estádio do Maracanã.
O Flamengo acabara de perder em casa para o Bangu, por 6x0. A torcida do Flamengo, confunde os terroristas com integrantes da torcida adversária e aplicam-lhes uma surra sem precedentes.

Domingo 19:45hs:
Finalmente são deixados em paz, com dores terríveis pelo corpo.
Vendo uma barraca de venda de bebida decidem se embriagar (uma vez na vida, mesmo que seja pecado!).
Tomam cachaça adulterada com metanol e voltam ao Miguel Couto.


Terça-feira 23:42hs:
Os dois terroristas fogem do Brasil em um barco que roubam na Baía de Guanabara. Juram por Allah que não vão fazer atentados contra o Brasil, que preferem os Estados Unidos, onde as conseqüências são menores...

"Reforço no presídio"

"A solução do Soluço"


A freira vai ao médico e...
- Doutor, tenho tido um ataque de soluço que não me deixa viver. Não durmo, não como, e tenho dor no corpo de tanto movimento compulsivo involuntário.
O médico responde:
- Tenha calma, irmã, que já vou examiná-la.
Ele a examina é diz:
- Irmã, a senhora está grávida.
A freira se levanta e sai correndo do consultório, com cara de pânico. Uma hora depois o médico recebe uma chamada da madre superiora do convento.
- Doutor, o que o senhor disse à Irmã Maria?
- Cara madre superiora, como ela tinha uma forte crise de soluço, eu disse que ela estava grávida. Espero que com o susto ela tenha parado de soluçar!
- Sim, a Irmã Maria parou de soluçar, mas o padre Pedro pulou do campanário.

"Tomando do próprio remédio"

"Marina ajuda Serra"


Texto publicado na revista "Carta Capital", em : 24/06/2010 12:59:32

Por: Mauricio Dias

A mídia se empenha em valorizar a candidatura da ex-ministra na tentativa de provocar o 2º turno

A imprensa tenta oxigenar a candidatura de Marina Silva (PV), que patina em torno de 10% em todas as pesquisas mais recentes de intenção de voto.
Cresce a convicção, no meio político, de que, sem ela no páreo, Dilma Rousseff (PT) poderia ganhar a eleição presidencial de José Serra (PSDB) ainda no primeiro turno.
O interesse da mídia pela candidatura de Marina sustenta a confiança nessa convicção. Não se pode acreditar que os jornais, tomados pela fé democrática, ajam somente para estimular a competição eleitoral.

Nas circunstâncias atuais, não há dúvida: o eleitor de Marina dará um voto para Serra. É um efeito colateral dessa decisão, um antídoto contra Dilma.
Mas, seja como for, a democracia exige respeito à escolha do eleitor. Cada um vota como quer. É preciso, no entanto, conhecer os efeitos políticos do voto.

Marina pode vir a ser um obstáculo para Dilma e, em consequência, linha auxiliar – involuntária, admita-se – de Serra. Neste momento, ela se coloca exatamente entre os dois: critica Dilma acidamente e, suavemente, critica Serra. Nessa posição pode ser facilmente triturada ao longo dos debates polarizados.

Em 2006, embora não houvesse o viés plebiscitário de agora, a disputa foi para o segundo turno em razão da dispersão do voto progressista: Heloísa Helena (PSOL) obteve 6,85% e Cristovam Buarque (PDT), 2,64%. Ambos partidariamente à esquerda do espectro político. Faltaram a Lula, que buscava a reeleição, um pouco mais de 1 milhão de votos para ganhar no primeiro turno. Isso, porcentualmente, significou 1,39% dos votos válidos.

A história eleitoral brasileira tem exemplos parecidos, que favoreceram a vitória de candidatos conservadores.
Um dos casos mais traumáticos para a esquerda foi a conquista do governo do novo estado da Guanabara pelo udenista Carlos Lacerda, em 1960. Ele obteve uma vantagem apertada sobre Sérgio Magalhães (PSB), de 2,6%. A derrota é atribuída à participação de Tenório Cavalcanti no pleito. Influente na Baixada Fluminense, Tenório, fatalmente, tirou votos certos de Magalhães.

Afinal, os pobres, por episódios como o do incêndio (provocado?) na praia do Pinto, na orla da Lagoa Rodrigo de Freitas, zona sul do Rio, e a matança de mendigos que apareceram boiando no rio da Guarda, na Baixada Fluminense, estavam escabreados com o lacerdismo. Os dois episódios foram parar na conta da administração Lacerda. Se não era verdade, a versão superou o fato.

Uma parte desse voto da turma do Brasil de baixo migrou para Tenório Cavalcanti, que tinha apoio do Luta Democrática, um influente jornal popular na ocasião. Seriam, naturalmente, votos de Sérgio Magalhães. Lacerda ganhou por isso.

A polarização hoje tende a ser maior e pode desidratar os votos que estão à margem do confronto PT versus PSDB. Além de Marina, há dez outros postulantes que, somados, não alcançarão mais do que 3% dos votos. É o cálculo que fazem os institutos de pesquisa. Se o porcentual de Marina não minguar, haverá segundo turno.

Esse viés plebiscitário que Lula sempre buscou e que a oposição sempre temeu deve estimular o eleitor, em outubro, a evitar a cabine eleitoral pela segunda vez.
Mesmo sem o uso de uma bola de cristal é possível prever a volta da campanha pelo voto útil, estimulada pelos petistas.

(Foto: Cristiano Couto/ Hoje em Dia/ Folhapress)

quarta-feira, 7 de julho de 2010